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Capital

Metade de pornografia infantil apreendida em operação estava com PM

Pelo menos 202 GB foram apreendidos; de acordo com especialistas, quantidade renderia pelo menos 75 mil fotos

Por Liniker Ribeiro e Clayton Neves | 29/10/2020 16:30
Terceira fase de operação foi deflagrada pela DEPCA (Foto: Henrique Kawaminami)
Terceira fase de operação foi deflagrada pela DEPCA (Foto: Henrique Kawaminami)

Análises preliminares indicam que pelo menos 202 GB (Gigabytes) de pornografia infantil, entre fotos e vídeos, foram apreendidos com os quatro presos durante a terceira fase da Operação Deep Caugth, deflagrada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (29). A capacidade de armazenamento, de acordo com especialistas, poderia render mais de 75 mil fotos.

Praticamente a metade desse material, 100 Gb, foi apreendida em notebook encontrado na casa de professor universitário, que também atua como policial militar, no Bairro Bom Jardim. À polícia, o suspeito afirmou que o conteúdo seria de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) referente ao ano passado.

Conforme a delegada Marília de Brito Martins, pendrives, computador, celulares e HD externo também foram recolhidos com os suspeitos.

Todos os alvos de mandados de busca e apreensão, que resultaram em prisões em flagrante, foram autuados de acordo com o artigo 241-B do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que prevê pena de 1 a 4 anos de prisão para quem “adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”.

A punição sobe para de 3 a 6 anos de reclusão se a pessoa compartilhar o conteúdo e para de 4 a 8, caso o acusado seja responsável pela produção.

Segundo a Polícia Civil, entre as imagens recolhidas, fotos e vídeos de crianças a partir de dois anos e adolescentes. Vídeos encontrados com um dos alvos também apresentavam conteúdo de estilo sadomasoquismo.

Capacidade – De acordo com a empresa Kingston Technology, empresa que se autodenomina como a maior fabricante independente de produtos de memória, aparelho com capacidade de 256 GB permitiria armazenar cerca de 96 mil fotos de 8 MP (Megapixels). Baseado nesse cálculo, se levar em consideração o total apreendido durante a operação, 202 GB, a quantidade de fotos armazenadas pode chegar a 75.750.

Deep Caught - O nome da operação faz referência ao trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil no ambiente da deep web, como é chamada a parte "obscura" da internet, onde costumam atuar os criminosos.  A expressão em inglês, equivale a algo buscado na profundeza.

Nas duas últimas edições, a Deep Caught prendeu professores, um deles que atuava em duas escolas públicas de Campo Grande e o outro em colégio privado. A polícia ainda não revelou quem são os presos desta terceira fase.

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