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Capital

Moradores fecham rua por 2ª dia contra caminhões que fogem de balança em rodovia

Comerciante contou a passagem de 26 carretas em apenas uma hora no Bairro Indubrasil

Por Aline dos Santos e Bruna Marques | 06/07/2022 09:33
Pneus, fogo e troncos de galhos impedem a passagem de carretas em rua do Indubrasil. (Foto: Henrique Kawaminami)
Pneus, fogo e troncos de galhos impedem a passagem de carretas em rua do Indubrasil. (Foto: Henrique Kawaminami)

Moradores do Bairro Indubrasil, em Campo Grande, fecham rua pelo segundo dia consecutivo durante protesto contra a rota de fuga de caminhões, que deixam a BR-262 para escapar da balança do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). O dispositivo móvel verifica se há excesso de peso e está fiscalizando os veículos na rodovia.

 A Rua Ganso, que tem parte asfaltada e parte de terra, teve o trânsito impedido com pneus, galhos, fogo e pelo grupo, que se sentou no asfalto. A balança fica a quatro quadras da rua interditada.

Morador no bairro há três décadas, o comerciante Diego Henrique de Souza, 32 anos, afirma que já contou 26 carretas em uma hora. “Eles fazem isso para não passar na fiscalização, não temos mais paz. Disseram ontem que iam descer a lenha na gente”, diz.

Balança móvel do Dnit na BR-262 fica a quatro quadras do bairro. (Foto: Henrique Kawaminami)
Balança móvel do Dnit na BR-262 fica a quatro quadras do bairro. (Foto: Henrique Kawaminami)

O comerciante relata que os veículos pesados levantam muita poeira. “Minha esposa e filhos têm bronquite. É o dia todo usando bombinha por conta da poeira. Aqui no comércio, o cliente nem quer sentar para comer porque as mesas vivem empoeiradas, é sujeira o tempo todo”.

A empresária Amanda Góes, 27 anos, conta que o tráfego dos caminhões resulta em diferentes transtornos: calçadas quebradas, apesar de os moradores colocarem trilhos para tentar barrar a passagem; fiação constantemente derrubada, que deixa o bairro sem luz; e rompimento de canos de distribuição de água.

“Não vamos sair daqui enquanto não pararem de passar”, diz a moradora, que espera ação da prefeitura de Campo Grande e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Nely colocou trihos na esquina, mas caminhão quebrou calcada pela 5ª vez. (Foto: Henrique Kawaminami)
Nely colocou trihos na esquina, mas caminhão quebrou calcada pela 5ª vez. (Foto: Henrique Kawaminami)

Na Rua Galo Campina, Nely da Rosa Pereira, 62 anos, conta que a calçada foi quebrada mais uma vez pelas carretas, que invadem o piso ao fazer a curva nas vias apertadas. “Já é a quinta vez. Mesmo com os trilhos aqui, eles não respeitam. A gente pede para não passar, mas eles ignoram. Meu maior medo é uma carreta entrar dentro de casa”, diz.

O Campo Grande News solicitou informações ao Dnit e à PRF.

Moradores fecharam rua em protesto contra caminhoneiros. (Foto: Henrique Kawaminami)
Moradores fecharam rua em protesto contra caminhoneiros. (Foto: Henrique Kawaminami)


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