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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

21/01/2014 10:52

Motoristas vão fazer movimento para reduzir pedágio em 50% na BR-163

Aliny Mary Dias
Encontro entre sindicalistas será realizado hoje e amanhã na Capital (Foto: Marcos Ermínio)Encontro entre sindicalistas será realizado hoje e amanhã na Capital (Foto: Marcos Ermínio)

Com objetivo de reduzir o pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul, representantes da CNTTT (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres) e de sindicatos regionais do Estado se reúnem em Campo Grande nesta terça-feira (21) para definir estratégias de trabalho. Uma das metas do grupo é produzir um panfleto informativo sobre os valores do pedágio no Estado.

A empresa vencedora da concessão estipulou o valor do pedágio em R$ 4,38 a cada 100 quilômetros e, de acordo com Samir José da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas, de Coletivos Intermunicipais e Interestaduais, o valor é o dobro do praticado no estado vizinho Mato Grosso.

“Se levarmos em conta um caminhão bitrem, o valor nos oito pedágios em Mato Grosso do Sul será R$ 344. No Mato Grosso o mesmo trecho fica em R$ 174 e essa diferença é um absurdo que irá encarecer o transporte”, explica Samir.

Da reunião com representantes da CNTTT e de sindicatos de outros estados, os sindicalistas pretendem produzir um material informativo que deverá ser distribuído tanto das estradas quanto na cidade. “Queremos que o cidadão que não acompanhou a concessão saiba como a situação vai ficar com esses valores altos”, comenta o presidente da federação estadual.

Outro ponto que também será discutido entre o grupo é em relação a levar o documento final do encontro até o Governo do Estado e os parlamentares. Na época do certame, o Governo comemorou o valor final do contrato, que chegou a um deságio de 52,74%, considerado o maior dos últimos leilões de rodovias.

“Queremos explicações por que esse valor anunciado em Mato Grosso do Sul será tão alto, principalmente em comparação com o estado vizinho. Se teve tanta comemoração do governo, precisamos de uma resposta”, completa Samir.

Descanso obrigatório – Outro assunto que entrará na pauta da discussão entre os sindicalistas será a Lei do Motorista, sancionada pela Presidente Dilma Rousseff em abril do ano passado.

A revolta da CNTTT é com relação à atitude de grupos ligados ao agronegócio que já sinalizaram uma oposição à lei. O secretário geral da confederação, Jaime Bueno, explica que a regulamentação da profissão que definiu carga horária para motoristas profissionais e pausas para descanso agora é questionada.

“Nós passamos quatro anos conversando sobre a lei inclusive com representantes do agronegócio. Estava tudo certo, e mesmo com o veto da presidente em 19 pontos, consideramos a lei excelente. Agora o setor do agronegócio irá recorrer ao Congresso Nacional para derrubar a lei”, explica Jaime.

Na lei aprovada e que já está em vigor, os motoristas devem dirigir por no máximo quatro horas e fazer uma pausa para um descanso de 30 minutos. De um dia para o outro, os motoristas devem dormir pelo menos 11 horas.

Uma comissão formada por representantes do agronegócio quer que a carga horária aumente, segundo o secretário da CNTTT.



Se o povo não agir e rápido, ficará nesse chove não molha, e depois não adianta chorar pelo valor do pedágios.
 
Felipe Salinas Ávalos em 21/01/2014 16:26:19
Isso é uma para políticos passarem a mão na grana do povo! Todo veículo para trafegar nas vias tem de pagar impostos(são vários desde a fabricação do mesmo!) estes que por origem deveriam ser para melhorias nas vias. Agora vem com essa de pagar pedágio? Seremos isentos de impostos veiculares? O dinheiro pago em pedágio será abatido nos impostos dos veículos? Imaginem uma empresa privada assumir algo para fazer do zero e muito melhor cobrando R$5 e ter lucro, mas o governos com tantos impostos na média de R$600 não consegue fazer! Cadê o nosso dinheiro? Tem é que acabar com a bandidagem política! Tenho vergonha de ser brasileiro!
 
Alexandre de Souza em 21/01/2014 15:31:21
Demorou para nós sul-mato-grossense tomar uma posição quanto ao pedágio em nosso Estado, pois fui desde o inicio contra, pois só vem onerar as nossas viagens, portanto acho que ainda está em tempo de não permitirmos a construção destes famigerados pedágios.
 
ADEMAR FERREIRA em 21/01/2014 14:20:22
e as estradas? vão ser duplicadas quando? em 2200? o que estão esperando para duplicar ou triplicar, para dar maior segurança às pessoas que pelas estradas passam.
 
Julio Amorim em 21/01/2014 13:19:36
No estado do MT a concessionária só é responsável pela duplicação de 400km (os outros 400km serão do DNIT), no MS ele é responsável pela duplicação de toda a extensão (840km), isso em 5 anos. O modelo é bem diferente, além da demanda ser menor no MS, o que explica grande parte da discrepância dos valores.
 
Paula Melo em 21/01/2014 13:04:27
Caro Adelar, vc ainda tem dúvida de qual lado o GOVERNO DO PT está? Do POVO que não é amigo, vai daí...
 
luiz carlos soares em 21/01/2014 12:25:27
Não sei se o valor é tão abusivo assim, eles vão ter que praticamente refazer a estrada toda e com pista dupla, o pedágio em São Paulo por exemplo é um assalto a mão armada, indo por Tres Lagoas, ele começa a R$ 2,70 mas tem um pedágio a cada 50km, depois ele vai subindo, 2,90; 3,20 e chega a Ribeirão preto com a bagatela de R$ 10,40, imagina isso por eixo, deviam é lutar para diminuir nosso ICMS que é um absurdo, isso sim encarece o produto.
 
maximiliano nahas em 21/01/2014 12:24:46
nós do Distrito de Anhandui, gostariamos de entrar nessa roda de conversa, pois nao sabemos o que acontecera com as pessoas que mantem as barraquinhas de venda de produtos ás margens da rodovia.
solicito o endereço em nosso e-mail, para participarmos......conselhoanhandui@hotmail.com
Grato.
 
mario bueno de camargo em 21/01/2014 11:51:20
Dá prá entender uma coisa dessas? Um iluminado no governo arbitra um valor para o pedágio, e ganha a concorrência quem oferecer o maior desconto! No caso da BR 163, foram 52,74% !!!! Se os empresários, que sabem ganhar dinheiro, acham que ainda vão lucrar com um desconto desses como é que o governo justifica o preço original ? Que lógica existe por trás disso ? O governo, afinal, está do lado de quem ??? Só aqui no Brasil mesmo
 
adelar francisco taffarel em 21/01/2014 11:48:09
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