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Capital

MS inicia compartilhamento de dados com vizinhos já em fevereiro

Encontro de chefes das polícias acertará troca de senhas e acessos mútuos aos sistemas; Em março, secretários voltam a se encontrar em Campo Grande para definir cobrança por militares nas fronteiras

Por Rafael Ribeiro | 30/01/2017 11:51
Secretários voltarão a se encontrar em março para avaliar compartilhamento (Foto: Rafael Ribeiro)
Secretários voltarão a se encontrar em março para avaliar compartilhamento (Foto: Rafael Ribeiro)

A Sejusp (Secretaria Estadual da Justiça e Segurança Pública) iniciará no próximo dia 16 de fevereiro o compartilhamento de informações das polícias sul-mato-grossenses com os estados vizinhos de Mato Grosso e Paraná, conforme convênio acertado em reunião na última semana, em Campo Grande.

Segundo o secretário José Carlos Barbosa, um encontro está marcado entre os chefes policiais dos três estados nesta data em Cuiabá (MT), para que haja a primeira troca de senhas e acessos mútuos aos sistemas de informações de cada um.

“Vamos dar esse importante passo para que a luta contra o crime seja a mais abrangente possível”, assegurou o secretário, ao Campo Grande News.

Segundo Barbosa, a idéia desse segundo encontro interestadual será o de aproximar as lideranças policiais. O chefe da Pasta prevê que as operações conjuntas deverão começar a serem traçadas no dia 20 de março, quando os três secretários voltam a se encontrar em Campo Grande, para avaliar o primeiro mês de intercâmbio de informações e, principalmente, formulação de pedidos conjuntos ao Governo Federal.

Os secretários já haviam definido no primeiro encontro, ocorrido no último dia 26, que a atuação conjunta será escalonada. Os níveis de compartilhamento, seja de informações da Polícia Militar e Civil de cada estado só poderá ser acessada em sua totalidade por pessoas do alto escalão.

A aliança entre os três estados têm como objetivo unificar métodos de combater as principais fontes de renda das facções, contrabando, tráfico de drogas e roubo e explosão de caixas eletrônicos.

A criação de núcleos integrados entre os estados faz parte do planejamento do Plano Nacional de Segurança Pública, pacote de medidas lançado pelo presidente Michel Temer (PMDB) para tentar conter a guerra entre facções criminosas que deixou mais de 130 pessoas mortas em rebeliões nas penitenciárias por todo o País. Mato Grosso do Sul teve quatro vítimas fatais até aqui em seus presídios.

A ideia exposta na primeira reunião é de integrar sistemas, agilizar as comunicações entre as polícias e organizar operações conjuntas nas áreas de divisa e fronteira, principalmente com Paraguai e Bolívia.

A fronteira com os dois países, apontados como as principais portas de entrada de cocaína, maconha e armas para as facções criminosas, é o principal mote da união entre Mato Grosso do Sul e seus vizinhos.

Apesar da governadora em exercício Rose Modesto (PSDB) já ter oficializado o pedido do uso das Forças Armadas nas fronteias em encontro com Temer, Barbosa definirá como funcionará essa atuação dos militares e da Força Nacional de Segurança em conjunto com os vizinhos.

“É uma questão complexa”, definiu Barbosa. “Os governos estaduais têm muito interesse de que essa questão seja definida o quanto antes.“

O prazo dado pelo Ministério da Justiça é de que as operações se iniciarão em até um ano. Segundo Barbosa, contudo, operações já estão agendadas para ocorrerem em toda a área de fronteira do País. “Serão ações curtas e pontuais. Não temos mais informações, ainda seremos comunicados”, disse o secretário.

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