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Capital

Na "Supermáxima", Gilmar Olarte se diz inocente e inconformado com prisão

Ex-prefeito foi condenado em 2017 por corrupção e levagem de dinheiro

Por Clayton Neves | 06/05/2021 15:06
Gilmar Olarte, ex-prefeito de Campo Grande, condenado por crimes no ano de 2017. (Foto: Saul Schramm / Arquivo)
Gilmar Olarte, ex-prefeito de Campo Grande, condenado por crimes no ano de 2017. (Foto: Saul Schramm / Arquivo)

Detido na “Supermáxima” desde a tarde de ontem (5), o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, se diz inconformado com ordem de prisão que, na avaliação dele, é equivocada e contém vícios processuais. Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, Olarte afirmou que é inocente e que irá provar isso por meio de sua equipe jurídica.

Karlen Obeid, advogado que representa o ex-prefeito, contou que Olarte está acompanhado de um segundo preso com nível superior em uma cela do presídio fechado da Gameleira I, onde fará triagem de 10 dias para a covid-19. “Ele está bem, passou uma noite tranquila, mas inconformado com a prisão tendo em vista todos os equívocos”, explica.

Segundo Karlen, ainda hoje a defesa vai entrar com pedido de revisão criminal no Tribunal de Justiça. O argumento a ser defendido é o de que Olarte não teve direito à revisão criminal adequada da condenação a 8 anos de prisão. O caso foi avaliado pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e depois, em março deste ano, pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). “Ele diz que é inocente e vai provar nesta revisão”, pontua o defensor.

Olarte foi condenado por pegar folhas de cheque “emprestadas” de fiéis da igreja Assembleia de Deus, antiga Nova Aliança e trocar por dinheiro com agiotas.

Os recursos, que chegaram a somar prejuízo de R$ 800 mil para as vítimas, foram arrecadados para quitar dívida da campanha eleitoral de 2012, quando o pastor evangélico, fundador da Adna em Campo Grande, candidatou-se a vice-prefeito na chapa de Alcides Bernal (PP).

“Ele foi denunciado pela troca de cheques sem que nenhum dos credores ter entrado com execução desse crédito. Então, tem muita coisa mal contada e por isso ele está convicto da sua inocência”, completa o advogado.

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