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Capital

"Não vai dar nada", diz apontador do jogo do bicho levado para o Garras

Reportagem apurou que só durante a manhã foram flagradas 20 pessoas em barraquinhas do jogo de azar em Campo Grande

Por Marta Ferreira e Ana Paula Chuva | 23/09/2020 14:48
Apontador de jogo do bicho depois de ser ouvido na sede do Garras (Foto: Kísie Ainoã)
Apontador de jogo do bicho depois de ser ouvido na sede do Garras (Foto: Kísie Ainoã)

Flagrado com talões do jogo do bicho e resultados da extração de hoje, um dos homens levados nesta manhã para depor no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), identificado como Luan Adorno, de 28 anos, usou tom de deboche hoje sobre a ação contra o esquema de contravenção penal.

Não vai dar nada”, afirmou o apontar do bicho, ao deixar a sede da delegacia, junto com mais 9 pessoas. Segundo o Campo Grande News apurou, nesta manhã pelo menos 20 pessoas foram flagradas em barraquinhas do jogo de azar e levadas para prestar depoimento.

Elas são ouvidas, assinam um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) e são liberadas. O enquadramento é em contravenção penal, modalidade de infração bem mais leve do que um crime propriamente dito.

Luan admitiu que estava em uma banca na Vila Carvalho, que mexe com o jogo há cerca de três anos, no lugar onde há um barzinho e que sabe que é ilegal. “É contravenção penal né, todo mundo sabe”.

De bermuda e chinelos, chegou a pedir carona a uma equipe de policiais para ir embora.

“Dá um bonde aí, vai pra que região?”, indagou aos policiais.

Defesa – O advogado José Amilton de Souza, que representa se pessoas levadas para a delegacia, conversou com a equipe. Ele confirmou que uma alegações para lacrar as  bancas é a falta de alvará para funcionamento.

Disse, ainda, que foi chamado pela família de uma das pessoas conduzidas, e no lugar acabou atendendo mais seis pessoas.

A ação, denominada “Black Cat” é quarta fase da Operação Omertà, que foi deflagrada há um ano contra milícia armada cujo chefe, segundo a acusação, é o empresário Jamil Name. A ele também é atribuída o comando da exploração do jogo do bicho, com o “Gato Preto”. Name está preso desde 27 de setembro do ano passado.

Os trabalhos dessa fase seriam desenvolvidos amanhã, mas foram antecipados depois de vazamento de informação.

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