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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

18/03/2016 13:00

Paciente com síndrome ligada ao zika completa 29 dias internado no HU

Natalia Yahn
Paciente com Síndrome de Guillain-Barré continua internado no HU, sem previsão de alta. (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)Paciente com Síndrome de Guillain-Barré continua internado no HU, sem previsão de alta. (Foto: Marcos Ermínio / Arquivo)

O paciente diagnosticado com Síndrome de Guillain-Barré – que pode ter ligação com o zika vírus –, completa hoje (18), 29 dias de internação no HU (Hospital Universitário), de Campo Grande. No dia 11 de março ele deixou o CTI (Centro de Terapia Intensiva) após 11 dias no local. Ele foi internado no dia 16 de fevereiro – quando já apresentava os sintomas da doença há oito dias – e só foi encaminhado pra o CTI no dia 1º de março, após esperar 15 dias por uma vaga.

Ele deixou o CTI no dia 11 de março e foi encaminhado para o setor de pronto atendimento, onde sofreu uma parada cardiorrespiratória. A Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), responsável pela administração do HU, informou que o paciente – que não teve nome e idade divulgados –, não teve sequelas por conta do problema cardíaco. Ele movimenta os membros superiores, respira sem ajuda de aparelhos e apresenta quadro clínico em evolução, mas continua sem previsão de alta. O exame sorológico de dengue ainda não foi finalizado, por isso a doença continua sem confirmação.

O quinto paciente diagnosticado com Síndrome de Guillain-Barré, internado este ano no HU, recebeu alta no dia 11 de março. O homem foi internado no dia 4 de março no pronto socorro do hospital, respirava normalmente, em nenhum momento precisou de ajuda de aparelhos e por isso foi transferido para o setor da clínica médica.

O HU indicou a transferência dele para o Hospital São Julião, referência no atendimento na Capital, pois o paciente ainda apresentava paralisação na face. Porém o homem recusou a internação e por apresentar bom estado de saúde foi liberado.

Outros casos – A Ebserh informou que os outros três pacientes que foram internados no HU com Síndrome de Guillain-Barré, um homem já recebeu alta e os outros dois, um homem e uma mulher, foram transferidos para o hospital São Julião para reabilitação por apresentarem quadro estável.

Nenhum deles teve a identidade revelada pelo hospital, mas o Campo Grande News apurou que no dia 4 de fevereiro havia sido confirmada a internação de uma mulher de Paranaíba, a 422 quilômetros da Capital. Ela foi internada no município no dia 2 de fevereiro, com a síndrome. Na época, a mulher foi identificada como Janecler Nunes da Silva, 33 anos e segundo familiares, ela começou a apresentar os sintomas 15 dias de sua internação, como febre e dores nas articulações.

No dia 29 de janeiro, o quadro se agravou e ela já não conseguiu mais trabalhar. Dois dias depois, teve dormência na perna e caiu durante o banho por fraqueza. No dia 1º de fevereiro, já não sentia mãos e pés. A paciente também apresentou vermelhidão e foi levada para o CTI (Centro de Terapia Intensiva), no dia 3 de fevereiro, às 20h, quando já estava na Capital. Até agora apenas dois dos cinco pacientes internados no HU, tiveram a síndrome associadas à dengue.

O que é – A Síndrome de Guillain-Barré é uma síndrome neurológica que apresenta como sinais clínicos a perda de força, sensibilidade e reflexo de padrão rapidamente evolutivo. Isso ocorre devido a reação autoimune aguda a um processo infeccioso na qual os anticorpos criados pelo corpo para combater o organismo infectante terminam por atacar os nervos levando aos sinais clássicos da doença.

As principais causas de Guillain-Barré são infecções intestinais em sua maioria causada por Enterovírus (vírus que causa diarreia) ou pelo Campylobacter jejum (bactéria que também causa diarreia). Ela também vem sendo associada ao zika vírus.

O tempo médio de evolução entre o início da infecção e o surgimento dos sintomas é de aproximadamente 10 a 15 dias no geral. Um bom exemplo seria a infecção causada pela dengue. Assim como outras síndromes virais, a dengue também gera reação imune que pode levar ao quadro da Síndrome Guillain-Barré.



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