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Capital

Pente-fino revolta presos e Choque tem de usar bomba para controlar situação

Presos ficaram incomodados com vistoria realizada em três celas da Máxima

Por Luana Rodrigues | 28/12/2016 17:12
Aparelhos apreendidos durante vistoria no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). (Foto: Divulgação)
Aparelhos apreendidos durante vistoria no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande). (Foto: Divulgação)

Um pente-fino em celas resultou em confusão no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (28). Presos ficaram “incomodados” a vistoria feita pela Agepen (Agência Estadual de Administração o Sistema Penitenciário) e iniciaram uma espécie de motim no presídio. Policiais do Batalhão de Choque, que davam apoio as buscas, tiveram que usar bombas de efeito moral para controlar a situação.

De acordo com a Agepen, as vistorias foram realizadas nas celas 20 e 27 do pavilhão 1 – galeria A, e na 110 do pavilhão 2 – galeria B do presídio.

Conforme a chefia de disciplina da penitenciária, nada foi encontrado nestes locais. No entanto, devido a alteração por parte de alguns presos, foi necessária a utilização bombas de efeito moral para controlar a situação. Com a confusão, 38 internos que estavam alojados nas três celas tiveram de ser isolados.

Ainda conforme a Agepen, também foram realizadas vistorias no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande), onde foram apreendidos 16 celulares, 15 carregadores, 17 fones de ouvido e 7 chips.

Segundo a direção do presídio, cinco detentos foram identificados como proprietários de alguns celulares e isolados, preventivamente, em celas disciplinares. Procedimentos internos foram instaurados para averiguações.

Além de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar e de equipes de agentes penitenciários, as inspeções tiveram apoio de alunos do curso de formação para ingresso na carreira penitenciária, da área de Segurança e Custódia.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, as vistorias estavam programadas e fazem parte do cronograma de ações da Agepen. Segundo Stropa, vistorias fazem parte da rotina dos presídios de todo o Estado no sentido de coibir o uso pelos presos de materiais e equipamentos proibidos.

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