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Capital

Nem a farda protege: despedida de subtenente tem alerta e homenagem de colegas

Cerimônia tem fluxo intenso de pessoas, com viaturas chegando e saindo a todo momento

Por Clara Farias e Gabi Cenciarelli | 07/04/2026 14:54
Nem a farda protege: despedida de subtenente tem alerta e homenagem de colegas
Coroas de flores dispostas no velório da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues (Foto: Paulo Francis)

Sob forte comoção, o velório da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, reúne familiares, amigos e colegas de farda na tarde desta terça-feira (7), em Campo Grande. A cerimônia tem fluxo intenso de pessoas, com viaturas chegando e saindo a todo momento, enquanto policiais de serviço passam pelo local para prestar as últimas homenagens.

RESUMO

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O velório da subtenente da Polícia Militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi realizado nesta terça-feira (7) em Campo Grande, reunindo familiares, colegas e amigos. O coronel Nelson Antônio destacou seu legado como uma das primeiras mulheres da corporação e alertou para a violência contra a mulher. A colega Rosângela Ramos a descreveu como "puro amor". A família não quis falar com a imprensa.

Durante a cerimônia, o coronel Nelson Antônio relembrou a trajetória da subtenente e destacou o legado deixado por ela na instituição. Segundo ele, Marlene foi uma das primeiras mulheres da Polícia Militar e sempre foi reconhecida pela alegria, dedicação e forma acolhedora de lidar com todos. “Era uma pessoa especial, muito querida, que sempre transmitia algo bom”, afirmou.

O coronel também chamou atenção para a gravidade da violência contra a mulher, ressaltando que qualquer pessoa pode estar vulnerável, independentemente da profissão. Ele destacou a importância de denunciar abusos e de não aceitar nenhum tipo de violência, seja física, psicológica, moral ou financeira. Para ele, o caso deve servir como alerta e reflexão para a sociedade.

Ao lado de Marlene por mais de 30 anos, a subtenente da reserva Rosângela de Oliveira Ramos descreveu a colega como uma pessoa “puro amor, caridosa e sempre alegre”. Segundo ela, as duas fizeram parte de uma das primeiras turmas femininas da Polícia Militar e ajudaram a abrir caminho para outras mulheres na corporação. “A Marlene era apaixonada pela Polícia Militar. Será inesquecível”, disse.

Nem a farda protege: despedida de subtenente tem alerta e homenagem de colegas
Coronel Nelson Antônio em entrevista ao Campo Grande News (Foto: Paulo Francis)
Nem a farda protege: despedida de subtenente tem alerta e homenagem de colegas
Subtenente da reserva Rosângela de Oliveira em entrevista (Foto: Paulo Francis)

Ainda segundo Rosângela, no início da carreira, as duas trabalharam juntas no policiamento de trânsito de Campo Grande. “Ela impunha respeito. Na rua, sempre foi muito profissional e fez a diferença na Polícia Militar”, completou.

Amigos e colegas destacam não apenas a profissional exemplar, mas também a mulher forte que criou os filhos sozinha e construiu uma trajetória marcada por dedicação e superação. O velório segue movimentado, com homenagens constantes, em uma despedida marcada por emoção e reconhecimento. Nas primeiras horas, mais de dez coroas de flores enviadas por batalhões, turmas de formação e pela própria Polícia Militar foram dispostas na capela.

Bastante abalado, o cunhado da subtenente relatou apenas que não foi ele quem recebeu a ligação do suspeito, mas sim a irmã de Marlene, esposa dele. Segundo contou, o homem ligou informando o que havia acontecido. A família preferiu não falar com a imprensa neste momento.

Nem a farda protege: despedida de subtenente tem alerta e homenagem de colegas
Viatura da Polícia Militar em frente ao local onde o feminicídio aconteceu (Foto: Paulo Francis)

Crime - A subtenente Marlene de Brito Rodrigues foi assassinada nesta segunda-feira (6), ao chegar em casa, no Conjunto Habitacional Estrela Dalva, em Campo Grande. O namorado, Gilberto Jarson, foi preso em flagrante por feminicídio. A vítima foi encontrada caída no chão da sala, com ferimento provocado por disparo de arma de fogo no pescoço. Já o Gilberto estava com a arma do crime nas mãos ensanguentadas.

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