Investigação apura fila de 7 meses para exames de próstata na Capital
A fiscalização do MPMS mira serviços ofertados pelas unidades habilitadas em oncologia
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) instaurou procedimento para apurar a demora no acesso a exames de biópsia de próstata na rede pública de saúde de Campo Grande.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul investiga a demora na realização de biópsias de próstata pela rede pública de Campo Grande. Atualmente, 131 pacientes aguardam o exame com tempo médio de espera de sete meses, atraso causado por limitações estruturais e falta de suporte em UTIs. A Secretaria Municipal de Saúde foi questionada sobre o plano para reduzir a fila, que compromete o diagnóstico de câncer e o início de tratamentos oncológicos vitais como quimioterapia e radioterapia.
De acordo com documentos do inquérito civil, há atualmente 131 pacientes aguardando pelo exame, com tempo médio de espera de aproximadamente sete meses.
- Leia Também
- Paciente passa a ter direito de recusar tratamento e exigir explicações claras
- Dourados tem primeira morte por suspeita de chikungunya fora de aldeias
A situação foi reconhecida pela própria Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) em resposta ao MPMS e acendeu alerta sobre a efetividade do atendimento, especialmente em casos oncológicos.
A investigação conduzida pela 76ª Promotoria de Justiça tem como foco a fiscalização dos serviços ofertados pelas unidades habilitadas em oncologia, além de apurar possíveis atrasos no acesso a exames especializados e tratamentos como radioterapia e quimioterapia.
Diante do cenário, o MPMS solicitou uma série de informações à Sesau, incluindo as causas da demanda reprimida, a capacidade atual de atendimento, o número de exames ofertados mensalmente e a existência de contratos com prestadores privados.
O órgão também quer saber quais medidas podem ser adotadas para reduzir o tempo de espera.
Ao longo da tramitação, o Ministério Público reiterou diversas vezes os pedidos de resposta, após prazos expirarem sem retorno por parte da gestão municipal. Em razão disso, o procedimento segue em andamento, com acompanhamento contínuo.
Em reunião realizada em novembro de 2025, foi informado que a fila para biópsia de próstata não havia sido zerada e ainda contava com dezenas de pacientes aguardando.
Entre os fatores apontados estão limitações estruturais, como falta de retaguarda em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e baixa oferta de procedimentos.
O caso integra um conjunto de investigações sobre filas de exames especializados na Capital, que também incluem procedimentos como endoscopia, colonoscopia, eletroencefalografia e polissonografia.
Para o MPMS, de acordo com ofícios encaminhados no processo, a demora pode comprometer o diagnóstico precoce e o início do tratamento, especialmente em doenças graves como o câncer, o que reforça a necessidade de medidas urgentes para ampliar a oferta e reduzir a fila de espera.


