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Capital

“Piscinão” conteve enxurrada na Via Parque e solução será ampliada

Bacia de contenção na Mato Grosso foi concluída recentemente; prefeitura estuda ampliar para pontos críticos

Por Maristela Brunetto e Antônio Bispo | 17/04/2024 10:50

Obra revelou eficiência em conter enxurrada; prefeitura quer ampliar solução para outros locais (Fotos: Henrique Kawaminami)
Obra revelou eficiência em conter enxurrada; prefeitura quer ampliar solução para outros locais (Fotos: Henrique Kawaminami)

A bacia de contenção criada pela Prefeitura de Campo Grande no final da Avenida Mato Grosso, altura da Avenida Hidroshima, foi fator decisivo para conter a enxurrada que causava transtorno na rotatória localizada a algumas quadras abaixo, no cruzamento com a Via Parque. Quem passou pelo local nas últimas semanas pôde perceber a retirada dos tapumes, com a existência de um “piscinão” cercado de gabião para evitar desbarrancamento.

A obra, de R$ 5,5 milhões, foi financiada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Ela foi pensada para coletar a água da chuva acumulada na região, inclusive servindo como bacia de amortecimento do Córrego Reveilleau, para evitar que a força das águas causasse transtorno em vias como a própria Mato Grosso, a Via Parque.

A enxurrada também chegava ao lago do Parque das Nações, favorecendo o assoreamento, e desaguando na região do cruzamento com a Afonso Pena, onde já causou muitos problemas de alagamento. Na gestão de Nelson Trad Filho chegou a ser feita outra bacia para reduzir a força da água nessa região, após a enxurrada causar destruição no cruzamento da Ceará com a Ricardo Brandão.

Prefeita e secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Migilioli, falaram esta manhã sobre os estragos da chuva
Prefeita e secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Migilioli, falaram esta manhã sobre os estragos da chuva

A diferença é que o novo piscinão é aberto e feito com gabião. A prefeita Adriane Lopes, do PP, informou esta manhã à reportagem do Campo Grande News que a solução se revelou tão positiva que está sendo estudada para outro trecho problemático quando ocorre chuva forte, a rotatória no cruzamento da Rachid Neder com a Ernesto Geisel, região do São Francisco.

Conforme ela, uma drenagem adequada envolveria quebra-quebra e investimento de cerca de R$ 200 milhões. Adriane não falou em prazo, mas apontou a previsão de começar a obra este ano.

A bacia criada no final da Mato Grosso tem quatro metros de altura e estimativa de coletar até 40 mil metros cúbicos de água da chuva. Entre os bairros que ela deve coletar água, que são de uma parte mais alta da cidade, estão Carandá Bosque, Mata do Jacinto, Danúbio Azul e Vila Nascente.

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