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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

03/03/2015 10:20

Polícia investiga se travesti brigou com jovens antes de assassinato

Renan Nucci
Corpo de travesti foi encontrado no final da manhã da sexta-feira passada. (Foto: Marcos Ermínio)Corpo de travesti foi encontrado no final da manhã da sexta-feira passada. (Foto: Marcos Ermínio)
Delegado Geraldo Marim Barbosa investiga o caso na 7ª DP. (Foto: Marcos Ermínio)Delegado Geraldo Marim Barbosa investiga o caso na 7ª DP. (Foto: Marcos Ermínio)

Investigações da 7ª Delegacia de Polícia de Campo Grande apontam que Ágata Renata, 23 anos, encontrada morta no final da manhã de sexta-feira (27) no córrego Imbirussu, entre os bairros Zé Pereira e Vila Almeida, pode ter se envolvido em uma confusão com alguns jovens moradores da região.

De acordo como delegado Geraldo Marim Barbosa, responsável pelo caso, testemunhas e familiares relataram durante depoimento que a travesti e os desafetos chegaram a entrar em vias de fato há poucos dias. O desentendimento pode estar relacionado com o crime. “Buscamos saber quem são estas pessoas e qual o motivo desta desavença”, explicou.

Ágata sofria de depressão e fazia uso de medicamentos controlados. A polícia trabalha, no momento, com a hipótese de homicídio. “Acreditamos em assassinato, mas não descartamos nenhuma linha de investigação por enquanto. A vítima era usuária de drogas e apuramos se o que aconteceu foi um acerto de contas do tráfico, ou até mesmo crime de ódio (homofobia ou vingança)”, disse Marim.

O corpo está no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passou por uma sessão de resfriamento durante todo o final de semana, devido ao estado de decomposição em que foi encontrado. Nesta terça-feira (3) deve ser submetido a exames de raio-x e necrópsia, que podem identificar as causas da morte. “Os resultados são importantes, pois auxiliam nos trabalhos, mas ainda temos mais pessoas para ouvir”, concluiu.

Morte – O corpo foi encontrado por volta das 11h30 de sexta, seminu. Havia ferimentos atrás da cabeça, sinais de espancamento e de violência sexual. Vários preservativos masculinos foram encontrados nas proximidades. Segundo amigos, Ágata costumava se prostituir na Avenida Júlio de Castilho. Ela morava no Jardim Imá e os pais no Conjunto Zé Pereira.



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