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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/07/2016 14:37

Quatro meses depois de temporal, beira do Prosa segue comprometida

Comerciantes da região estão preocupados com a falta de obras para prevenir as enchentes

Chloé Pinheiro
Trabalhadores realizam obra para conter erosão na altura da Rua José AntônioTrabalhadores realizam obra para conter erosão na altura da Rua José Antônio

Entre as avenidas Ricardo Brandão e Fernando Corrêa da Costa, há diversos trechos do Córrego Prosa que estão comprometidos desde a madrugada de 2 de março, quando caiu uma das piores chuvas da década em Campo Grande. Em um deles, uma grande erosão que atrapalhava o trânsito na região central da cidade e arriscava a segurança dos motoristas, está sendo só agora recuperado pela Prefeitura, em uma obra que anda a passos lentos.

A obra é a montagem de um gabião, contenção para solos ameaçados feita com pedras e aramados, e deve terminar até o fim desta semana. O problema é que esse reparo apenas impede que o terreno ceda ainda mais, não previne que as enchentes ocorram. É este o medo dos comerciantes da região.

“Estou assustado porque as chuvas vão voltar e nenhuma obra foi feita neste sentido”, conta Rodrigo Rosa Ribeiro, proprietário de uma floricultura que fica na margem esquerda do córrego, próximo ao viaduto da Avenida Ceará.

Em março, o negócio foi invadido pela água e Rosa perdeu parte do estoque. Um prejuízo de R$ 10 mil.

Foi a segunda vez que o estabelecimento foi afetado pela chuva. “Não vou aguentar uma terceira vez”, diz o comerciante, que terá que agir por conta própria para impedir novos danos. A prefeitura, que havia prometido ao menos limpar a frente da floricultura, não contatou Rosa desde o incidente. 

Ele não é o único prejudicado nessa história. “O sindicato que havia aqui já se mudou e sobramos eu e a Porto Seguro (seguradora), que também foi inundada”, completa.


Cenário de descaso - A reportagem percorreu os pontos problemáticos do córrego. Na altura da Uniderp, há resquícios dos mesmos materiais usados no reparo sendo feito alguns quilômetros à frente, mas não há sinal de atividade.

Um funcionário que estava ali para realizar podas contou que a obra está parada. Montanhas de areia, pedra e aramado se acumulam neste trecho.

Por quase toda a extensão percorrida pela equipe, foi possível ver sacos de areia colocados sob a grama, que mal cresce por ali. Ainda na Ricardo Brandão, entre a Rua Rio Grande do Sul e Bahia, uma mureta cedeu completamente e há blocos de concreto soltos também desde março, além das rachaduras que parecem prestes a desmoronar tão logo comece a nova temporada de chuvas fortes.

A Prefeitura afirmou que as obras demoraram para começar porque são complexas e que já recuperou a margem esquerda do córrego (a reportagem averiguou que parte da margem segue desmoronada). A previsão para o reparo de toda a extensão danificada é de no máximo 30 dias.



O problema maior está nas prioridades, embora o problema nesta avenida está no transbordamento do canal, na avenida Ernesto Geisel é a questão da possibilidade da pista se romper e interditar por muito tempo, estão tampando o sol com peneira
 
Anderson Souza em 20/07/2016 15:49:39
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