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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

23/11/2015 12:58

Reparos continuam durante a semana e comerciantes ainda contam prejuízos

Flávia Lima
Semáforo nos cruzamentos das ruas Paraíba e 15 de Novembro foi recuperado e já funciona. (Foto:Marcos Ermínio)Semáforo nos cruzamentos das ruas Paraíba e 15 de Novembro foi recuperado e já funciona. (Foto:Marcos Ermínio)

Apesar da força-tarefa montada pela Defesa Civil, bombeiros, guardas municipais e servidores da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) e Agetran (Agência Municipal de Trânsito) para sanar os danos provocados pelo temporal que atingiu Campo Grande na última sexta-feira (20), ainda é possível observar na Capital, rastros da tempestade que derrubou 71 árvores, danificou mais de 40 semáforos e deixou 12 bairros sem energia elétrica.

Nas ruas próximas ao centro, ainda há muitos galhos caídos nas vias e sacos de folhagens recolhidas que ainda não foram retirados pela empresa responsável pela coleta de lixo. Também há painéis, toldos e coberturas de estabelecimentos comerciais que esperam por reparos.

Segundo o coordenador da Defesa Civil da Capital, Valmir Barbosa, todas as ocorrências relacionadas a corte e retirada de árvores que obstruíam as vias públicas foram atendidas até o fim da tarde de sábado (21).

As famílias de pelo menos dez casas dos bairros Buriti, Santa Emília, Rancho Alegre e Mário Covas, que tiveram destelhamento parcial também foram atendidas logo nas primeiras horas de sexta-feira com lonas para improvisar uma cobertura até que os reparos fossem feitos. “Passamos o sábado orientando as pessoas, que fizeram terminaram os consertos nos telhados no final de semana”, diz.

Quanto as árvores caídas devido a força dos ventos que chegaram próximo de 90km/h, Barbosa afirma que elas obstruíram entre 16 e 20 ruas da Capital e que as equipes que trabalharam na remoção, incluindo voluntários do Exército, deixaram no meio-fio e sobre a calçadas, apenas as que não representam riscos.

“Esses galhos serão retirados aos poucos. A Seintrha definiu uma logística para esse trabalho”, revela. Só na Rua Ricardo Brandão, sete árvores caíram bloqueando a passagem.

Também nesta segunda-feira, equipes da Agetran permanecem nas ruas efetuando a troca ou reparo dos semáforos. Um dos equipamentos reformado foi o localizado no cruzamento das ruas Paraíba com a 15 de Novembro. O aparelho, que foi retorcido devido a força dos ventos, foi recuperado no final da manhã e ganhou, além de uma nova estrutura, cabeamento e controlador de tráfego novos.

De acordo com um dos técnicos da Agetran que realizava o serviço, o semáforo ficou desligado o final de semana devido a demanda de serviço.

Prejuízos - Já na Rua Bom Pastor, o comerciante Josimar Dias de Oliveira, proprietário de um restaurante de espetinhos e sobá, só concluiu os prejuízos com o temporal nesta segunda-feira. Ele conta que não precisou suspender o atendimento ao público devido a falta de energia elétrica, já que seu estabelecimento só abre à noite e a Energisa restaurou a rede ainda na manhã de sexta-feira.

Porém, quando a luz retornou ele descobriu que o DVR, equipamento responsável pelo controle e gravação das imagens das 32 câmeras de segurança do restaurante, estava queimado. "Só com ele vou gastar R$ 3,2 mil. Pedi a realização de um laudo pelo fabricante para ver se consigo um ressarcimento da companhia de luz", diz.

Outro gasto que ele terá será com parte da cobertura de alumínio, que foi danificada, segundo Josimar, por um funcionário da Energisa que, ao realizar o corte de um galho que estava sobre a rede elétrica, não teria tomado medidas de segurança e o tronco acabou atingindo a cobertura do restaurante. "Filmei todo o processo e vou reivindicar meus direitos", ressalta.    

Uma parte da fachada também foi arrancada pela força dos ventos, mas ele acredita que a parceira com a marca de cervejas que ele comercializa deve garantir um auxílio nos custos do reparo.  

Toldos e fachadas de estabelecimentos comerciais ainda esperam reparos dos donos. (Foto:Marcos Ermínio) Toldos e fachadas de estabelecimentos comerciais ainda esperam reparos dos donos. (Foto:Marcos Ermínio)
O comerciante Josimar Oliveira teve prejuízo de R$ 3,2 mil só com o sistema de monitoramento de seu restaurante. (Foto:Marcos Ermínio)O comerciante Josimar Oliveira teve prejuízo de R$ 3,2 mil só com o sistema de monitoramento de seu restaurante. (Foto:Marcos Ermínio)


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