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Capital

Réu por matar homem em disputa pelo controle do tráfico do Centro é condenado

Crime aconteceu em abril de 2025; em depoimento na época, Guilherme afirmou que Wilver atrapalhava os negócios

Por Clara Farias | 24/04/2026 18:46
Réu por matar homem em disputa pelo controle do tráfico do Centro é condenado
Sangue da vítima caída na Orla Ferroviária (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Guilherme Martins Lima, de 26 anos, foi condenado a 18 anos de prisão pela execução de Wilver Sander de Souza, de 30 anos, conhecido como “Corumbá”. O crime ocorreu em abril de 2025, na Orla Ferroviária, na Avenida Calógeras, em Campo Grande. Conforme o inquérito policial, o homicídio teria sido motivado pela disputa pelo controle do tráfico de drogas na região central. A sentença foi proferida durante o Tribunal do Júri, nesta sexta-feira (24).

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Guilherme Martins Lima, de 26 anos, foi condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato de Wilver Sander de Souza, em abril de 2025, na Orla Ferroviária de Campo Grande. O crime teria sido motivado por disputa no tráfico de drogas. Durante o julgamento, o réu alegou ter sido torturado pelo delegado, o que pode resultar em nova ação por denunciação caluniosa.

Segundo a denúncia, o crime aconteceu na noite de 5 de abril do ano passado, quando a vítima estava com outras pessoas na região da orla. O autor chegou ao local em uma motocicleta, deixou o veículo estacionado em um terreno na Rua Antônio Maria Coelho e seguiu até a vítima, que estava sentada em um dos bancos.

Ao localizar “Corumbá”, Guilherme teria efetuado disparos e fugido em um carro de aplicativo, onde estavam uma mulher e uma criança. Câmeras de segurança registraram todo o trajeto do suspeito, inclusive o momento em que ele troca de roupas antes de ir para casa.

Durante a investigação, a polícia identificou Guilherme como autor dos disparos. No cumprimento de mandado de busca e apreensão e de prisão preventiva, no dia 14 de maio, ele foi localizado na residência onde morava.

No imóvel, policiais da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) encontraram porções de maconha, munições, três revólveres, além de máscara e luvas. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e tráfico de drogas.

Durante o interrogatório, nesta sexta-feira, o réu afirmou que foi torturado pelo delegado responsável pelo caso para confessar o crime. A declaração ocorreu na fase em que o acusado não é obrigado a dizer a verdade nem a produzir provas contra si, podendo apresentar sua versão como forma de defesa.

Segundo o juiz responsável, embora não haja compromisso legal com a verdade nesse momento, eventuais acusações falsas podem gerar responsabilização. Caso seja comprovada a imputação falsa de crime contra o delegado, o réu poderá responder por denunciação caluniosa, cuja pena é de dois a oito anos de reclusão, além de multa. Também poderá haver responsabilização civil, com pagamento de indenização por danos morais.

A Adepol (Associação dos Delegados de Polícia) de Mato Grosso do Sul saiu em defesa do delegado Rodolfo Daltro e afirmou que as investigações são baseadas em múltiplos elementos de prova, submetidos ao controle do Poder Judiciário. A entidade também declarou que esse tipo de alegação busca deslegitimar o trabalho investigativo.