Grupo decide pela captura de onça-pintada após ataque em área urbana
Força-tarefa organiza retirada do animal e reforça alerta à população sobre novos avistamentos
Após um ataque que resultou na morte de uma cadela na área urbana de Corumbá, a onça-pintada avistada na região da Rua Marechal Floriano deverá ser capturada. O grupo técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário informou que a operação está em fase de organização e depende da conclusão de procedimentos técnicos. O plano prevê a retirada do animal da área urbana, avaliação clínica e posterior soltura em local adequado, com monitoramento por GPS.
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Após uma onça-pintada matar uma cadela na área urbana de Corumbá, o grupo técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário decidiu capturar o animal avistado na Rua Marechal Floriano. A operação, em fase de organização, prevê retirada da área urbana, avaliação clínica e soltura em local adequado com monitoramento por GPS. A força-tarefa envolve Ibama, ICMBio, Polícia Militar Ambiental e Defesa Civil, e orienta moradores a acionar as autoridades em caso de avistamento.
O caso é acompanhado desde o ano passado, pois o felino já foi avistado anteriormente na mesma propriedade, inclusive, com ameaça ao mesmo animal. A força-tarefa reúne instituições como Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), por meio do Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros), Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Defesa Civil de Corumbá e organizações de pesquisa.
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Segundo nota do grupo técnico, a repetição dos episódios, já que outros animais haviam sido ameaçados por onças na região, levou à decisão de capturar o animal, medida que já vinha sendo considerada desde março, conforme antecipado pelo Cenap.
Desde o ano passado, diversas ações foram adotadas para evitar conflitos, como a instalação de armadilhas fotográficas, rondas noturnas, uso de repelentes luminosos e orientação direta aos moradores. Ainda assim, a onça passou a frequentar áreas com presença humana, comportamento associado principalmente à predação de animais domésticos.
De acordo com o médico-veterinário Diego Viana, integrante da equipe técnica, a prioridade é o resgate emergencial do animal caso ele entre ou fique encurralado em residências ou outras estruturas urbanas. Segundo ele, as equipes estão preparadas para agir imediatamente, seguindo protocolos que garantem a contenção segura e a retirada da onça. “A atuação é rápida, sempre priorizando o bem-estar da onça e a segurança da população”, afirmou.
Viana também destacou que, diante dos episódios recentes, o plano de captura foi antecipado. A partir da próxima semana, haverá reforço nas estratégias, com ampliação do número de armadilhas e possibilidade de uso de laços específicos, conforme critérios técnicos.
Inicialmente prevista para maio, a intensificação das ações foi adiada devido ao aumento na frequência das ocorrências. Apesar disso, o veterinário ressalta que a operação exige planejamento detalhado. “É uma ação complexa, que envolve logística, equipes treinadas e соблюção de protocolos para evitar riscos”, disse.
O grupo técnico alerta que a prevenção de novos casos depende da redução de fatores de risco, como a oferta de alimento fácil, especialmente animais domésticos soltos à noite. Em caso de avistamento, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar Ambiental ou a Defesa Civil, informando o local e o comportamento do animal.
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