A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

26/03/2013 08:37

Rivalidade de gangues promove até "toque de recolher" em dois bairros

Helton Verão
Rua Evelina Selingardi marca a divisa do Dom Antônio e Parque do Sol (Foto: João Garrigó)Rua Evelina Selingardi marca a divisa do Dom Antônio e Parque do Sol (Foto: João Garrigó)

A rivalidade entre gangues dos bairros Dom Antônio Barbosa e Parque do Sol preocupa moradores e comerciantes da região sul de Campo Grande. A ousadia dos criminosos é tanta, que até toque de recolher já impuseram no local, obrigando lojas a fechar mais cedo para evitar ataque dos bandidos. 

Segundo os moradores, o problema com assaltos é raro na região. O maior risco é bala perdida em decorrência das disputas por espaço e dos confrontos entre gangues. O grande temor na região é a morte de inocentes, jovens, homens ou mulheres que não fazem parte das gangues.

“Não temos problemas com assaltos e roubos, o problema são eles resolvendo as brigas deles. Outro dia (na semana passada) ligaram em todos estabelecimentos da rua pedindo para fechar as portas mais cedo, um toque de recolher mesmo”, conta um comerciante que com estabelecimento na rua Evelina Selingardi, nas divisas do Dom Antônio e Parque do Sol.

Segundo o empresário, a Polícia foi comunicada do “toque de recolher”. Os policiais recomendaram que o comércio não aceitasse a ordem dos marginais, porque a segurança seria intensificada. Apesar das garantias da Polícia, todos os estabelecimentos "acataram" a ordem e fecharam as portas às 18 horas. “Eles até ligam para preservar as pessoas inocentes”.

Outra atendente de uma loja confirma a versão que assaltos e furtos são pouco frequentes. "O problema aqui é tiro mesmo. Em nosso estabelecimento nunca tivemos problema com assalto. A madrugada é bem movimentada na região, principalmente quando a Polícia faz ronda em outros locais”, conta a jovem.

 

A noite cai e a senhora retorna a sua residência para se proteger dos marginais (Foto: João Garrigó)A noite cai e a senhora retorna a sua residência para se proteger dos marginais (Foto: João Garrigó)

Moradora da região há mais de dez anos, uma dona de casa de 61 anos conta que a rua Evelina Selingardi, "divisória" entre os bairros, se transforma em palco dos confrontos. “Essa rua marca a divisa dos dois bairros, por isso acontecem os encontros aqui. A partir das 20 horas, eu já não coloco mais o pé na rua. Sigo essa rotina há anos”, revela.

Ela se diz refém dos confrontos das gangues. A quarta-feira é o dia mais perigoso. “É o dia da feirinha, nela, na maioria das vezes, acontecem os encontros e não é só dos dois bairros não, ainda tem os integrantes do Lageado”, relata.

A movimentação das gangues acontece geralmente por volta da 1h da manhã. No entanto, os grupos só agem se não tiver nenhuma viatura da PM realizando rondas na região. “Meu sonho é me mudar desse bairro. Sonho com a tranquilidade”, almeja a senhora.

A Escola Municipal Pe. Tomaz Ghirardelli tem roteiro garantido pelos marginais, por misturar os dois bairros entre alunos matriculados e também ser próxima da famosa “feirinha”. Funcionários pregam por silêncio e “não sei de nada”, por medo. Mas os entrevistados confirmam as rixas no local

Nenhum dos entrevistados quis se identificar na matéria para evitar qualquer retaliação.

A PM não quis informar o efetivo na região por "motivos de segurança" e estratégia de poder público.

Jovem morre após ser baleado no Lageado
Um jovem de 22 anos morreu após ser baleado na tarde deste domingo, na rua Anselmo Selingardi, próximo a um campo de futebol, no bairro Parque do Lag...
Ação oferece serviço especial na UBSF do Tarumã nesta terça-feira
A UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Tarumã promove nesta terça-feira (12) diversas atividades voltadas para a promoção de saúde da populaç...
Prefeitura e Sebrae fazem estudo em lojas para revitalizar rua 14 de Julho
A prefeitura de Campo Grande a o Sebrae de Mato Grosso do Sul estão realizando na rua 14 de Julho, Centro da cidade, um estudo técnico em 230 lojas, ...


Vamos cobrar do Gov. Pois isso é falta de segurança que é problema de estado queremos mais policiais nas ruas
 
Raiza Moura em 26/03/2013 17:00:02
Feira sempre feiras .moro Santo Amaro,não muito diferente nas feiras.se vc esbarrar nestes adolecentes metidos a bravo ,pode saber que vai apanhar .só colocar policiamento nas feiras acaba isso!
 
Gustavo Freitas de Sousa em 26/03/2013 10:14:23
Pessoal, pena que eles se encontram dentro do bairro para resolver essas brigas, eles tinham que resolver longe dos bairros onde a população não pagasse o pato. Pessoas desse tipo quanto mais morrer melhor para a população, ai o resto que sobrar e só a Polícia prender. Enquanto a Secretaria de Segurança Publica não pensar no bem estar da população, vai continuar essa merda que está, vagabundo colocando o cidadão para ir dormir mais cedo. Bem até aonde sei acho que o cidadão tinha o livre arbítrio de ir aonde queria, mas com a falta de segurança não podemos nem ficar na frente da nossa própria casa, por que os vagabundo impôs horário de recolher.
Cadê aquele efetivo da Polícia Militar, que fizeram um limpa no Bairro Cohab? É só colocar esses policiais da cigcoe, rocam e tatico p/ resolver.
 
Ricardo pereira em 26/03/2013 10:08:12
É lamentável que os jovens hoje em dia não buscam bons exemplos, Hoje ser bandido parece ser moda, usar droga virou sinonimo de status, e o jovem que não usa é excluído da turma;ai da no que da. Agora é uma vergonha para nossa policia a população acatar a ordem dos marginais e não a deles.esta na hora de rever o sistema de segurança do estado,porque a criminalidade esta aumentando e muito nos últimos 5 anos a população precisa cobrar mais das autoridades que ficam brigando entre si e esquece por que estão lá.
 
theodore abu em 26/03/2013 09:59:51
KKkkk... Pessoal , não "viaja" também.... É mentira !!!!! Eu convivo nesse bairro há anos, não é isso tudo não!!!!
O problema são esses "pivetes" que acham que são homem e querem revanche, mas pode ter certeza que nunca morreu inocente não !!
 
Suelen Marinho em 26/03/2013 09:31:33
Eles se matam entre eles próprios, daqui a pouco acaba isso aí.
 
Bergo de Almeida em 26/03/2013 09:14:46
ESTA É A REALIDADE EM TODOS OS BAIRROS, NÃO EXISTE MAIS EM CAMPO GRANDE SEGURANÇA E POLICIA ISSO TODOS OS MORADORES SABEM E OS BANDIDOS TAMBÉM, TALVEZ EM ALGUNS BAIRROS NÃO TENHA ESTE TOQUE DE RECOLHER TÃO DECLARADO, MAS NA REALIDADE AS PESSOAS SE RECOLHEM POR QUE SABEM QUEM ESTA LÁ FORA, ENTÃO É UM TOQUE DE RECOLHER OBRIGADO. É TRISTE VER ISTO ACONTECER, O BEM SEMPRE VENCEU O MAL, MAS ISSO FICOU SOMENTE NAS REVISTA RELIGIOSA, HOJE A REALIDADE É OUTRO, O MAL VENCE O BEM, ESMAGA O BEM, MATA O BEM, ATERRORIZA O BEM. É UMA ENVERSÃO DE VALORES. MAS ISSO É POR QUE NÃO FISEMOS NADA HOJE, NÃO FISEMOS NADA ONTEM E NÃO FISEMOS NADA O ANO PASSADO.
 
josé carlos marani em 26/03/2013 08:57:31
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions