Santa Casa atrasa salários e atribui problema a repasses públicos
Hospital diz que Estado, Prefeitura e União não quitaram competências; pagamentos seguem sem previsão
Funcionários da Santa Casa de Campo Grande tiveram os salários afetados por um novo atraso no pagamento da folha. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), a instituição informou que os vencimentos ainda não foram depositados porque recursos do Estado, da Prefeitura de Campo Grande e do Governo Federal não teriam sido repassados às contas do hospital.
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Funcionários da Santa Casa de Campo Grande tiveram os salários atrasados devido à falta de repasses do Estado, da Prefeitura e do Governo Federal. A Diretoria Financeira informou que mantém diálogo com os órgãos responsáveis e que os pagamentos serão efetuados após a regularização dos recursos. O episódio não é isolado, já que a instituição enfrenta sucessivas crises financeiras nos últimos anos.
A nota foi divulgada pela Diretoria Financeira da Santa Casa e afirma que a pendência impede a quitação dos salários dos trabalhadores.
"Até o momento, o pagamento dos salários não pôde ser realizado em razão do atraso no pagamento das competências do Estado, do Município e do Governo Federal às contas da Santa Casa", diz o comunicado.
A direção informou ainda que mantém diálogo com os órgãos responsáveis e que os pagamentos serão efetuados assim que os recursos forem regularizados.
Outra vez - O atraso informado nesta segunda-feira (8) não é um episódio isolado. Nos últimos anos, a Santa Casa tem enfrentado sucessivas crises financeiras, com atrasos salariais, cobranças públicas por novos repasses e alertas sobre o risco de comprometimento dos atendimentos.
Em diferentes momentos, funcionários já realizaram mobilizações e protestos diante da demora no pagamento de salários e benefícios. A instituição também acumula uma série de negociações com Prefeitura, Governo do Estado e Ministério da Saúde em busca de recursos para equilibrar as contas.
Até o momento, a Santa Casa não informou o valor da folha pendente, quantos trabalhadores foram afetados nem quais repasses estariam em atraso junto a cada ente federativo.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande, o Governo do Estado e o Ministério da Saúde para esclarecer quais recursos estariam pendentes, os valores envolvidos e a previsão para regularização dos pagamentos.
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