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Capital

Sem conseguir vacina no PR, adolescente viaja 1.100 km para completar imunização

Emanuela Spieker, de 16 anos, é cardíaca e conseguiu primeira e segunda dose apenas em Campo Grande

Por Aletheya Alves | 15/09/2021 16:09
Emanuela Spieker, de 16 anos, se vacinou com camiseta comemorativa na Capital. (Foto: Kísie Ainoã)
Emanuela Spieker, de 16 anos, se vacinou com camiseta comemorativa na Capital. (Foto: Kísie Ainoã)

“Estou tranquila, tanto por mim, quanto pelas outras pessoas que estou salvando me imunizando”. Aos 16 anos, a curitibana Emanuela Spieker viajou 1.100 quilômetros com a mãe para vir até Campo Grande e conseguir completar o calendário de vacinação, nesta quarta-feira (15). Em julho, a primeira etapa foi realizada também na Capital, já que Curitiba ainda não imunizava adolescentes com comorbidades.

Emocionada, Emanuela conta que se manteve isolada do mundo desde o início da pandemia. “Eu comecei a praticar patinação e precisei parar por conta da pandemia. Agora, estou mais tranquila, porque vou poder voltar para a escola também. Quando viemos da primeira vez, achei que era loucura”, disse.

Emanuela foi vacinada com a 2ª dose ao lado do prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Kísie Ainoã)
Emanuela foi vacinada com a 2ª dose ao lado do prefeito Marquinhos Trad. (Foto: Kísie Ainoã)

Cardíaca, a adolescente passou por quatro cirurgias durante o decorrer da vida e, por isso, conseguiu se vacinar em Campo Grande, quando a prefeitura abriu imunização para adolescentes com comorbidades. Responsável por passar horas viajando até Mato Grosso do Sul, Fabiola de Paoli, de 48 anos, relata que a família segue pasma com toda a situação.

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Viemos movidas pela fé. Não sabíamos se iríamos conseguir realmente vacinar minha filha em julho, mas fomos extremamente bem recebidas. Campo Grande foi a única cidade do país a nos receber", Fabiola conta.

Ainda de acordo com a mãe, antes de ficar sabendo sobre a possibilidade de conseguir a vacinação na Capital, a família estava se preparando para viajar até os Estados Unidos. “Eu ia fazer um empréstimo, porque a vida não tem preço, mas a madrinha dela encontrou uma matéria dizendo que Campo Grande iria receber qualquer adolescente com comorbidade”, disse.

Sobre o percurso, Fabiola explicou que a primeira viagem, feita em julho, foi de carro e mais de 14 horas foram gastas para chegar até aqui. Desta vez, as duas vieram até Campo Grande de avião.

Acompanhando a vacinação, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) disse que a Capital está aberta para todas as pessoas, sem restrições.

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