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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

25/07/2017 12:41

Sem encontrar corpo, mãe de Kauan volta chorando para casa mais um dia

Aline dos Santos e Rafael Ribeiro
Janete vive à espera de que corpo do filho de 9 anos seja encontrado. (Foto: André Bittar)Janete vive à espera de que corpo do filho de 9 anos seja encontrado. (Foto: André Bittar)

Na dura rotina de esperar que do rio Anhanduí saia o corpo do filho de nove anos, Janete dos Santos Andrade, 35 anos, viveu momento de sobressalto na manhã desta terça-feira (dia 25). Ao saber da presença dos bombeiros e imprensa às margens do curso de água, saiu correndo de casa na expectativa de que a busca por Kauan Andrade Soares dos Santos, morto durante violência sexual, tivesse chegado ao fim.

“Tem que achar esse corpo, vai ser encontrado, preciso enterrar meu filho. E fazer esse animal, esse monstro pagar por tudo que ele fez”, afirma a mãe, que, ao saber da busca infrutífera, voltou exaurida e chorando para casa, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

O menino está desaparecido há exato um mês. No último sábado (dia 22) o titular da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Paulo Sérgio Lauretto, afirmou que um adolescente de 14 anos denuncia que o menino foi morto durante estupro na casa de um homem de 38 anos, no bairro Coophavila. Kauan teria morrido por asfixia ainda no dia 25 de junho, data do desaparecimento, e o corpo atirado no rio, já na madrugada do dia 26.

O suspeito é o professor Deivid Almeida Lopes, que nega a denúncia. Ele foi preso preventivamente por estupro de vulnerável e exploração sexual. Na casa, a aplicação de luminol revelou marcas de sangue no quarto, onde o adolescente indicou que aconteceu o crime.

Sentimento - As buscas no rio Anhanduí chegaram hoje ao quinto dia. O trabalho do Corpo de Bombeiros começou às 11h na rua Barnabé Honório da Silva e vai até ao anoitecer ou à localização do corpo da criança.

De acordo com tenente Ivan Teixeira, que comanda a operação, são verificadas as encostas do rio, galhos e, quando há profundidade, mergulhadores fazem buscas. Foram percorridos 12 km às margens do Anhanduí, que é tributário do rio Pardo. Na equipe de seis bombeiros, a prioridade é que a mãe possa enterrar o filho.




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