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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

21/09/2016 08:40

Sem Sigo e com proibições da diretoria, policiais fazem protesto de alerta

Luana Rodrigues
 A mobilização ocorre nas delegacias com panfletagem e alerta da população. (Foto: Fernando Antunes) A mobilização ocorre nas delegacias com panfletagem e alerta da população. (Foto: Fernando Antunes)

Policiais civis de todo o Estado estão mobilizados na manhã desta quarta-feira (21) em um "manifesto de alertar" a população, sobre o caos na infraestrutura da segurança pública de Mato Grosso do Sul.

O protesto ocorre dois dias depois a DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil) emitiu portaria proibindo que policiais se recusem a registrar boletins de ocorrência devido a problemas no Sigo (Sistema Integrado de Gestão Operacional).

Segundo o Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), é contra todos os problemas de infraestrutura para os policiais civis, "desde a questão até a falta de coletes, viaturas e armamento". A mobilização ocorre nas delegacias com panfletagem e alerta da população.

Ainda na ação, os policiais doarão sangue nos Hemonúcleos de cada região. “Nós estamos comprometidos com a nossa missão de servir e proteger o cidadão. Onde está o compromisso dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com a sociedade?”, afirmou Giancarlo Miranda, presidente do Sinpol.

Em Campo Grande, a concentração dos policiais ocorre desde às 8h na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, em seguida o grupo irá até ao Hemosul fazer a doação. Durante os períodos da manhã e tarde, os policiais civis farão panfletagem em pontos estratégicos na capital e no interior.

Proibidos - Desde a semana passada, ocorrências de extravio, furto e até roubo simples não estavam sendo registradas em algumas delegacias, por conta de problemas no Sigo. Mas, uma portaria da DGPC (Diretoria Geral da Polícia Civil) proibiu a recusa por parte dos policiais civis.

Segundo documento publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira (19), em caso de falhas no funcionamento ou inoperância do sistema os boletins de ocorrência, autos de prisão em flagrante delito, autos de apreensão em flagrante de ato infracional e demais peças cartorárias deverão ser lavrados através de software editor de texto disponível nos computadores da unidade policial.

Ainda de acordo com a portaria, os boletins de ocorrência lavrados nestas circunstâncias devem ser lançados no Livro D – Livro Registro de Boletins de Ocorrências Policiais Elaborados e Recebidos, nos termos do artigo 225 do R-12 (Regulamento Das Atividades da Polícia Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul), mantendo-se arquivo em pasta física e no formato digital, procedendo-se a regular distribuição e demais encaminhamentos.

Método arcaico - O Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) considera o método indicado pelo Governo como arcaico e prejudicial. “Isso prejudica os depoimentos das vítimas e toda a instrução do inquérito. Também causa lentidão no andamento do processo e no tempo de resposta à população”, informa Giancarlo.

Segundo o sindicalista, a situação prejudica, principalmente, a população, que leva de duas a quatro horas para registrar boletim de ocorrência nas delegacias. Já situações como extravios e furtos simples, que antes podiam ser registradas por meio da Delegacia Virtual, agora não podem mais.

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