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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

26/10/2017 16:00

Sesau faz varredura em atestados de óbitos, após prisão de falso médico

Polícia também apura se os documentos falsos foram usados para acobertar assassinatos

Guilherme Henri
Dá esquerda para a direita, o dentista Marco Aurélio e Anderson em delegacia (Foto: Marina Pacheco)Dá esquerda para a direita, o dentista Marco Aurélio e Anderson em delegacia (Foto: Marina Pacheco)

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) faz uma varredura em todos os atestados de óbitos após a prisão do dentista Marco Aurélio Dorsa, 52 anos, que se passava por médico na Capital.

Ele foi preso no dia 17 deste mês e confessou à polícia que com um carimbo clonado vendia atestados de óbito falsos. Na ação, o dono da funerária Anjos da Paz, Anderson Ferreira de Souza, 35 anos, também foi preso por envolvimento no esquema.

Por meio de nota, a secretaria informou que, depois de tomar conhecimento sobre a investigação da polícia, encaminhou ao Serviço de Verificação de Óbitos, pedido para que seja instaurada uma auditoria em todos os processos com o objetivo de encontrar possíveis fraudes e a existência de outros atestados suspeitos e ou duvidosos.

Ainda não é possível mensurar prazos para finalizar a análise, pois conforme a Sesau, se trata de um trabalho minucioso.

Esquema – A dupla foi presa na noite desta terça-feira (17) e levados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga.

O esquema foi descoberto depois que uma funcionária do SVO (Serviço de Verificação de Óbito), órgão que emite os atestados oficiais, encontrou ilegalidade no preenchimento de uma declaração de óbito de uma pessoa que morreu de causas naturais.

Ao delegado Hoffman D’Avila Candido de Souza, a família da pessoa que teve o atestado declarado pelo falso médico admitiu ter pagado R$ 300 para a funerária e um funcionário da Anjos da Paz também declarou que a pedido do patrão repassava dinheiro ao dentista.

A polícia, contudo, trabalha com a hipótese dos atestados custarem até R$ 500.

Procedimento - Quando uma pessoa morre naturalmente – doença e causas que não por acidente ou homicídio – o médico responsável por atestar o óbito é o que assiste ao paciente.

A família também pode contratar um profissional para emitira um atestado particular, embora a Coordenadoria-Geral de Perícias preste o serviço gratuitamente, por meio do SVO.

No esquema descoberto pela polícia, o dentista sequer examinava as pessoas que haviam morrido, por isso, a polícia investiga a possibilidade dos atestados terem acobertado homicídios.



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