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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/05/2011 17:45

Sindicato diz que agora postos só têm lucro com "agregados"

Paula Maciulevicius

Sinpetro firma que álcool anidro subiu 182% nos últimos seis meses

Com dados, Sinpetro alega que nem todos os reajustes são repassados ao consumidor e diz não estar otimista com redução no preço. (Foto: João Garrigó)Com dados, Sinpetro alega que nem todos os reajustes são repassados ao consumidor e diz não estar otimista com redução no preço. (Foto: João Garrigó)

Durante entrevista coletiva esta tarde, o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul) afirmou que o principal culpado pelos constantes reajustes nos combustíveis é o governo federal, por não ter estoque regular suficiente.

O Sindicato não está otimista sobre a redução no preço dos combustíveis, que pode começar a surgir no final do mês e considera positivo o protesto marcado para esta noite, pelos consumidores da Capital, que devem percorrer postos com o movimento "Na mesma moeda".

Segundo o Sindicato, entre junho do ano passado e abril de 2011, o álcool anidro, substância pura que é misturada à gasolina, subiu 182% nas usinas.

“O vilão sempre somos nós, donos de postos que ficam entre a companhia, os produtores e o consumidor. Nós apenas recebemos o comunicado de que subiu o preço pela distribuidora na hora que o combustível chega para a gente. Olha na nota fiscal e o aumento está lá”, explica o diretor de Comunicação do Sindicato, Marcos Villalba.

O Sindicato argumenta que o litro da gasolina tem embutido 11% no valor referente à distribuição e revenda, 22% em relação ao custo do álcool anidro, 26% de ICMS, 13% de tributos de contribuição federal e mais 28% da parcela para a Petrobras.

Para o presidente Mário Shiraishi, o governo federal não teve estoque regular suficiente para atender a demanda. Com a falta de álcool anidro e gasolina, o país teve que importar o combustível.

“Ocorreu nos últimos meses uma migração do álcool, para a gasolina e a logística do governo federal não foi bem elaborada, as refinarias ficaram defasadas. O aumento dos 182% (álcool) é bastante impactante na formação do preço da bomba”, acrescenta.

Ainda de acordo com o Sinpetro, de outubro do ano passado a abril de 2011, o álcool subiu 33,6% e a gasolina 14%, nas bombas. O órgão que representa a classe fala que nem todos os investimentos feitos pelos proprietários, como troca de tanques, sistemas de coleta de produtos químicos foram repassados aos consumidores, assim como o reajuste da energia elétrica, salário dos funcionários e aumento da carga tributária.

Depois de constantes reajustes, Sindicato acredita que “saída” para os postos está nos agregados, como lava-jatos e conveniências. (Foto: João Garrigó) Depois de constantes reajustes, Sindicato acredita que “saída” para os postos está nos agregados, como lava-jatos e conveniências. (Foto: João Garrigó)

Sobre a expectativa na redução do preço nos combustíveis, o Sindicato rebate que até agora as distribuidoras mantiveram o preço. Para Marcos Villalba, o consumidor vai sentir a queda a partir do final do mês. “A redução pode existir, mas não estamos tão otimistas”, ressalta.

O Sindicato explica que se houver redução será gradativa. “Tem dono de posto que está com o tanque cheio, pagou na alta e se vender abaixo do preço de custo, quebra. Por isso tem uma variação nas bombas dos postos”, relata.

Conveniências – Com uma margem de lucro cada vez menor, a dinâmica dos postos está focada nos agregados. Lojas de conveniência e lava-jatos se tornaram a saída para os proprietários.

“Daqui a pouco o menos importante para o dono, será a bomba. Não podemos depender só de bomba e sim itens que venham fazer frente aos custos e diminuir o impacto das empresas com a alta no combustível”, ressalta.

Segundo o Sindicato, a margem de lucro que já esteve na média dos 15%, hoje se encontra entre 5%. Para os representantes da classe o governo não teve política contundente para o setor e agora deixou os donos de postos reféns da situação.

Medida Provisória – Sobre a Medida Provisória que reduz o percentual da quantidade mínima de álcool anidro na gasolina, assinada no mês passado pela presidente Dilma Roussef, o Sindicato vê como um alerta aos usineiros, mas que até agora não foi posto em prática.

“A redução de 25% para 18% de álcool anidro na gasolina é um gatilho que o governo federal já tinha usado. Mas a Medida diz que ‘poderá’ autorizar a diminuição na mistura, isso é um paliativo, para que o setor não sofra colapso no abastecimento.

Protesto – Em relação à manifestação promovida por consumidores, marcada para esta noite, o Sinpetro afirma que o movimento “Na mesma moeda” é positivo. “A intenção é boa. Está na hora de mostrar aos consumidores como é composto o preço do combustível e que nós simplesmente repassamos o que temos na compra”, fala Marcos.

A orientação é de que os postos mantenham troco em caixa e fiquem calmos. A iniciativa não é para atingir os donos de postos e sim o governo.

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Voçês ainda nao perceberão que o brasil é uma bosta ...Que todo o governante que tiver opoturnidade de fazer o pé de meia pra vida inteira vai fazer o mesmo.
Esse pais nao vai pra frente porque os governantes nao deixao. Tudo aumenta combustivel energia tudo menos o salario o pais de bosta viu ja morei fora e prefiro trabalha de garçom fora do brasil do que viver nessa bosta ! Da nojo esse país
 
leandro Marques em 10/05/2011 11:07:40
26% de ICMS, 13% de tributos de contribuição federal e mais 28% da parcela para a Petrobras. Pra quê tudo isso se o paíS esta uma *&¨#???
PQ vendo para outros países oque não tem nem para nós mesmos????
 
Aline da Silva em 10/05/2011 07:35:00
Vamos fazer uma continha, vou ao posto e gasto R$ 100,00 em gasolina misturada com álcool (no Brasil isso equivale a cerca de 35 litros, enquanto que nos EUA eu compraria 62 litros de gasolina pura com o mesmo dinheiro). Desses 100 reais, 28 vão para a Petrobras, 22 para a indústria alcooleira, 11 para o posto, 26 para o governo do Estado e mais 13 reais para o governo federal. Considerando que para que eu ganhar esses 100 reais foi preciso recolher algo em torno de 27,5% de imposto de renda (uns R$ 37,00), temos que o governo ficou com, nada menos que, 76 reais!!! Isso sem considerar o que ele vai arrecadar com o imposto sobre a renda dos postos, produtores e distribuidores!
Refazendo: Dos meus 137 reais, R$ 50,00 (36,5%) ficaram com o produtor, que investiu em pesquisas, desenvolvimento de tecnologia, extração, correu riscos, gerou empregos e etc; R$ 11,00 (8%) ficaram com o vendedor, o posto; e, todo o restante, R$ 76,00 ou 55,5% (mais da metade) foi parar na mão do governo, que não fez absolutamente nada!
Se nosso governo não fosse tão ganancioso e amador, talvez o preço do combustível aqui fosse mais próximo do que é praticado nos EUA, onde a gasolina custa 1 dólar o litro.
 
Carlos Dias em 09/05/2011 09:26:40
isso é um cumulo chega meu povo vamos lutar pelos nossos direitos será que ninguém percebe que isso é um roubo ou seja um assalto cade o présal... ai fica nessa o governador andré joga a culpa no governo federal tudo bem .... mas por que ele não fala do ICMS que é muito caro no nosso estado os paises vizinhos venden mas barato do que o brasil chega de impostos caros salário não aumenta os donos de postos tambem não tem culpa
 
fábio soares em 09/05/2011 08:10:08
Ser ou não ser............... mas que tomara que hj os postos fiquem lotados com o povo querendo gastar 25 cents.. Tomara
 
Orlando Lero em 09/05/2011 06:24:30
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