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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

19/10/2017 12:45

Só problema: Nando briga com lutador em presídio e agride servidores

Além de trocar socos com lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli de Queiroz, Nando já desrespeitou e agrediu funcionários do sistema penal

Viviane Oliveira
Rafael no dia em que foi condenado a 10 de prisão (Foto: arquivo / André Bittar)Rafael no dia em que foi condenado a 10 de prisão (Foto: arquivo / André Bittar)
Nando em entrevista ao Campo Grande News no fim do ano passado (Foto: arquivo /Marcos Ermínio)Nando em entrevista ao Campo Grande News no fim do ano passado (Foto: arquivo /Marcos Ermínio)

Acusado de assassinar pelo menos 16 pessoas, Luiz Alves Martins Filho, 50 anos, o Nando, e o lutador de jiu-jitsu Rafael Martinelli de Queiroz, 29 anos, condenado a 10 anos de prisão por espancar até a morte o hóspede de um hotel, se encontraram no IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) e trocaram socos. O caso aconteceu na tarde do dia 3 de outubro.

Segundo a Agepen (Agência Estadual da Administração Penitenciária), Nando e Rafael trocaram chutes e socos durante o período de banho de sol do pavilhão II do solário da ala G. Na ocasião, os dois não foram isolados em cela disciplinar devido ao estado de saúde deles. O lutador faz tratamento psiquiátrico. Nando tem problema na bexiga e usa sonda.

Antes de se meter em confusão com o lutador, a Agepen já havia aberto Padic (Procedimento Administrativo Disciplinar) para apurar a conduta de Nando, que desrespeitou e agrediu agentes penitenciários, no dia 27 de setembro. O motivo da confusão, nos dois casos, não foi informado.

Em nota a Agepen informou que os dois estão cumprindo sanções como o isolamento dos demais internos e horários de banho de sol alternados. Ambos se encontram na ala G do Instituto Penal. Quanto à transferência dos envolvidos, o órgão diz que depende de decisão judicial após conclusão do procedimento instaurado.

Crimes - O lutador foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado, no dia 27 de abril, por espancar até a morte Paulo Cézar de Oliveira, 49 anos, em um quarto de hotel na Capital, na noite do dia 18 de abril de 2015.

Nando foi preso em novembro do ano passado, quando o grupo de extermínio que comandava na região norte de cidade foi descoberto. Ele é acusado de ter matado pelo menos 16 pessoas, entre os anos de 2012 e 2016, e ficou conhecido como um dos maiores serial killers do Estado, pela quantidade e a forma cruel como executava os crimes. Ele ainda não foi julgado. 



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