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Capital

Suspeito de matar homem a facadas é investigado por tentar estuprar idosa

Ricardo Dias Pereira é alvo de apuração por crime sexual contra mulher de 63 anos, em dezembro do ano passado

Por Bruna Marques | 10/06/2026 09:14
Suspeito de matar homem a facadas é investigado por tentar estuprar idosa
Tiago Robson Reis de Lima, de 38 anos, morreu após ser esfaqueado durante briga em comunidade no Jardim Noroeste (Foto: Arquivo pessoal)

Ricardo Dias Pereira, de 50 anos, suspeito de matar a facadas Tiago Robson Reis de Lima, de 38 anos, na madrugada desta quarta-feira (10), durante uma briga na Rua da Conquista, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, também é investigado por tentativa de estupro contra uma idosa de 63 anos no mesmo bairro.

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Ricardo Dias Pereira, de 50 anos, suspeito de matar Tiago Robson Reis de Lima, de 38 anos, a facadas no Jardim Noroeste, em Campo Grande, também é investigado por tentativa de estupro contra uma idosa de 63 anos no mesmo bairro, ocorrida em dezembro de 2024. Sua esposa, Aldria Aparecida de Paula Santos, é suspeita de envolvimento no homicídio. O casal morava nos fundos da residência da vítima.

O caso teria ocorrido na manhã de 18 de dezembro do ano passado. A vítima relatou à Polícia Militar que havia cedido os fundos da residência para Ricardo e a esposa dele, Aldria Aparecida de Paula Santos, também suspeita de envolvimento na morte de Tiago, morarem. Segundo a mulher, Ricardo tentou retirar suas roupas à força para obrigá-la a manter relação sexual.

Ainda conforme o relato da vítima, ela conseguiu escapar e correu até a casa de um vizinho, na quadra da frente. O morador acionou a polícia pelo telefone 190.

A idosa também afirmou aos policiais que Ricardo costumava portar uma arma de fogo e que o objeto teria sido apontado para as mãos dela. Com apoio de outra equipe, os militares fizeram buscas na tentativa de localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado.

Na casa dos fundos, os policiais encontraram Aldria, esposa de Ricardo. Ela afirmou que o companheiro não estava no local, negou que a situação narrada pela vítima tivesse ocorrido e disse que ele não possuía arma de fogo. Aldria autorizou a entrada da equipe no imóvel. Durante a vistoria, o objeto não foi encontrado.

Após o atendimento, a idosa foi orientada a procurar a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para registrar boletim de ocorrência, manifestar interesse em representar contra Ricardo e solicitar medida protetiva de urgência. Ela disse temer que algo mais grave pudesse acontecer.

Em depoimento, a vítima afirmou que Ricardo morava no local havia cerca de dois meses e que aquela não teria sido a primeira investida contra ela. Segundo Alzenir, o suspeito já havia tentado se aproximar em outras ocasiões, teria tocado em seu corpo sem consentimento e, no dia dos fatos, voltou à residência armado após ser rejeitado.

“Ele falava que me queria e eu falei que de jeito nenhum”, declarou a vítima à polícia. Ela também afirmou que Ricardo invadiu sua casa e tentou agarrá-la.

Ricardo negou as acusações na delegacia. Segundo ele, a denúncia seria “absurda” e ele não teria arma. O suspeito afirmou que apenas fazia o trajeto de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Também disse que a casa onde morava não dava acesso direto à residência da vítima.

Ao ser questionado sobre a acusação de que teria tentado retirar as roupas da idosa, Ricardo negou. Disse ser casado, afirmou que a esposa sempre estava em casa e declarou que a idosa costumava almoçar e jantar no imóvel dele. Sobre o dia dos fatos, alegou que a vítima “surtou do nada” e saiu correndo, enquanto ele estaria em casa com a esposa.

Aldria também foi ouvida como testemunha em 10 de fevereiro deste ano, ainda no inquérito sobre a tentativa de estupro. Ela confirmou que ela e Ricardo moravam no mesmo terreno que a vítima, mas em casas separadas. A esposa do suspeito afirmou que estava no local no dia da denúncia e disse que Alzenir teria tido um “ataque”.

Segundo Aldria, a vítima saiu correndo e acusou Ricardo de tentar arrancar suas roupas à força, além de dizer que havia uma arma na casa. A testemunha afirmou que os policiais entraram no imóvel e não encontraram arma. Ela também declarou que, no momento, Ricardo estaria trabalhando.

Aldria, que também foi identificada com participação no caso da morte de Tiago Robson na noite passada, negou que o marido possuísse arma de fogo.

Relembre o homicídio - Ricardo Dias Pereira, Aldria Aparecida de Paula Santos e Paulo de Paula Martins são suspeitos de matar Tiago Robson Reis de Lima na madrugada desta quarta-feira (10), no Jardim Noroeste. Segundo o boletim de ocorrência, a confusão começou depois que Tiago chegou à casa da namorada, por volta das 23h, e discutiu com um homem que havia pedido um gole do energético que ele segurava. A briga teria sido reacendida minutos depois, quando Aldria apareceu no local gritando que Tiago havia brigado com o marido dela.

Conforme relato da namorada da vítima, os três suspeitos passaram a danificar o muro de madeira da casa. Ao abrir a porta, Tiago teria visto os dois homens armados com facas e a mulher com um pedaço de madeira. Ele tentou se defender com uma telha, mas acabou esfaqueado. Mesmo ferido, correu pela comunidade e caiu a cerca de 100 metros da residência. A morte foi constatada à 1h10.

Imagens de câmeras de segurança mostram Tiago correndo, atravessando a rua e caindo no chão às 00h35. Na sequência, dois suspeitos aparecem se aproximando da vítima antes de fugirem. Documentos em nome de Paulo foram encontrados no local onde Tiago foi ferido. Aldrea e Paulo são irmãos, e Ricardo é marido de Aldrea. O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo torpe na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

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