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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

02/08/2017 12:03

Suspeito do assassinato de engenheiro agrônomo se entrega à polícia

Homem ainda não identificado presta depoimento sobre o caso na Delegacia Especializada em Homicídios, responsável pelo caso

Rafael Ribeiro e Yarima Mecchi
Engenheiro agrônomo foi carbonizado dentro do porta malas de seu próprio carro: suspeita de agiotagem (Foto: Facebook)Engenheiro agrônomo foi carbonizado dentro do porta malas de seu próprio carro: suspeita de agiotagem (Foto: Facebook)

Se entregou na sede da Delegacia Especializada em Homicídios de Campo Grande, na manhã desta quarta-feira (2), o homem suspeito de participar do assassinato do engenheiro agrônomo Sebastião Mauro Fenerich, 69 anos, cujo corpo foi encontrado carbonizado no porta malas de um HB20 incendiado no fim da tarde do dia 10 de julho, no Jardim Seminário (zona norte).

Segundo o Campo Grande News apurou, o homem, que não teve o nome revelado, chegou por volta das 9h acompanhado de um advogado à delegacia, que fica no complexo da Polícia Civil na região do bairro Tiradentes (zona leste).

Ainda de acordo com policiais, o suspeito presta deste então depoimento. O delegado Márcio Obara, responsável pela investigação do caso, estaria conduzindo pessoalmente os trabalhos.

Investigadores anunciaram que darão mais informações sobre o suspeito no decorrer do dia, após o término do depoimento. Não há garantia de que ele ficará preso nem detalhes da sua participação no crime.

O caso - A polícia trabalhava na ocasião com a possibilidade de que a vítima atuava como agiota, pela quantidade de cheques de terceiros encontrados na casa dela, em diversos valores.


Prédio de sede da Polícia Civil, onde suspeito depõe, na manhã desta quarta-feira (2) (Foto: Marcos Ermínio)Prédio de sede da Polícia Civil, onde suspeito depõe, na manhã desta quarta-feira (2) (Foto: Marcos Ermínio)

As suspeitas do crime recaem, então, sobre algum cliente ou parceiro nas negociações irregulares de empréstimo. Uma das grandes questões da investigação é o fato de os cheques terem ficado intactos na casa, expondo os possíveis clientes.

Na ocasião, uma testemunha contou que viu quando dois homens, um deles em uma caminhonete, desceram dos veículos e atearam fogo no carro de Fenerich.

Na casa da vítima, além dos cheques, os peritos colheram impressões digitais e encontraram duas armas. O imóvel estava revirado.

O corpo foi encontrado na mesma região onde foi desovado o cadáver do ex-vereador Alceu Bueno, que também foi carbonizado pelos criminosos, em setembro do ano passado.

Familiares da vítima não quiseram dar declarações sobre o ocorrido durante todo o tempo das investigações.




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