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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

05/09/2018 07:51

Terceira fase de operação da PF mira novo núcleo de golpistas e prende dois

Ouro de Ofir tem quatro mandados de busca e apreensão e quatro de prisão

Aline dos Santos
Polícia Federal faz operação nesta quarta-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)Polícia Federal faz operação nesta quarta-feira. (Foto: Henrique Kawaminami)

A PF (Polícia Federal) realiza nesta quarta-feira (dia 5) a terceira fase da Ouro de Ofir, que combate golpes. Nesta etapa, o alvo é o núcleo de Olodoaldo Arruda de Souza, responsável pela operação de crédito que leva o seu nome.

De acordo com o delegado Guilherme Guimarães Farias, são quatro mandados de busca e apreensão e quatro de prisão em Campo Grande. Já foram presos Olodoaldo e Adriana Aguiar Viana. Olodoaldo é apontado como braço-direito de Sidinei dos Anjos Peró, que liderava a operação SAP.

“São pessoas que continuavam aplicando o golpe”, afirma o delegado sobre a nova fase da Ouro de Ofir. Ainda não foi detalhado o número de vítimas na operação Olodoaldo.

Vítimas - A primeira fase foi deflagrada em 21 de novembro de 2017, com as prisões de Sidinei, Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo. Os dois últimos eram responsáveis pela operação Au Metal.

Nesta etapa, a polícia apontou 25 mil vítimas. Com o prosseguimento das investigações, a PF calculou que são 60 mil vítimas em golpes similares ao da SAP e Au Metal. Os três seguem presos.

Em 18 de abril deste ano, a segunda fase da Ouro de Ofir prendeu, em Brasília, Sandro Aurélio Fonseca Machado. De acordo com a investigação, ele se apresentava como sobrinho do ex-presidente José Sarney e emitiu cheques sem fundos com valor de R$ 2 bilhões.

A Ouro de Ofir investiga organização criminosa que vende ilusão: a existência de uma suposta mina de ouro cujos valores, repatriados para o Brasil, são cedidos, vendidos ou até mesmo doados mediante pagamento.

Para repatriação, 40% de uma altíssima soma de dinheiro ficaria com o governo federal, 40% doado como ajuda humanitária e 20% para a família de Celso Eder Gonzaga de Araújo, que também está preso. Em geral, o investimento inicial era de mil reais para um resgate financeiro futuro de R$ 1 milhão.



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