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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

18/07/2014 11:22

Três famílias procuram Polícia após mortes por quimioterapia

Francisco Júnior

Três famílias procuraram a Polícia Civil nos últimos dias para registrar mortes de parentes que receberam tratamento de quimioterapia na Santa Casa de Campo Grande.

Hoje pela manhã (18), o aposentado Júlio Augusto de Melo, 72 anos, foi até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro para relatar que a irmã dele, Maria Glória Guimarães, de 61 anos , morreu no dia último dia 12 após ser submetida a sessões de quimioterapia no hospital da Capital.

O aposentado relatou em depoimento que procurou a delegacia depois de ver um caso semelhante ao da sua irmã em uma reportagem da televisão. Segundo ele, Maria estava internada há 8 meses na Santa Casa e fez sessões de quimioterapia, porém entre os dias 4 e 10 de julho começou a passar mal .

O idoso disse que os médicos informaram que o mal-estar seria uma reação a nova marca de medicamento utilizada pelo hospital naquele tipo de tratamento. Ele suspeita que Maria morreu em decorrência da última sessão quimioterapia. O caso foi registrado como morte a esclarecer.

Marta Insfran Bernard também procurou a Polícia para registrar a morte da irmã, Carmen Insfran Bernard, 48 anos, ocorrida no dia 10 deste mês. Ela esteve na Depac do centro da tarde de ontem (17). O caso também foi registrado como morte a esclarecer.

Marta afirma que a irmã morreu após ser submetida ao tratamento de quimioterapia na Santa Casa. Carmen tinha câncer no estômago e estava quase curada, segundo a irmã.

Segundo Marta, a irmã fez cinco sessões de quimioterapia e não teve nenhuma reação, mas após a sexta sessão apresentou várias complicações. “ Minha irmã morreu duas semanas após o tratamento. Ela estava melhor e depois só foi piorando”, lamentou.

Além dos dois casos, a família de Norotilde Araújo Greco, de 72 anos, que também morreu após sessões quimioterapia na Santa Casa, procurou a Polícia nesta manhã para registrar boletim de ocorrência sobre o caso.

Norotilde morreu no dia 11 deste mês e estava internada no mesmo quarto que Carmem. Ela recebeu o tratamento também entre os dias 24 e 28 de junho.



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