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Tutores enfrentam frio ao ar livre por vaga para castração

Ônibus da Subea oferece atendimento gratuito até sexta-feira (15) na Praça do Papa

Por Mylena Fraiha e Geniffer Valeriano | 11/05/2026 10:24
Tutores enfrentam frio ao ar livre por vaga para castração

Na manhã desta segunda-feira (11), tutores de cães e gatos enfrentaram o frio a céu aberto para conseguir atendimento no consultório móvel da Subea (Superintendência de Bem-Estar Animal), estacionado na Praça do Papa, na Vila Sobrinho, em Campo Grande.

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Mesmo com temperaturas abaixo dos 10°C, tutores de animais enfrentaram fila no consultório móvel da Subea na Praça do Papa, em Campo Grande, nesta segunda-feira (11). O serviço gratuito oferece consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, microchipagem e encaminhamento para castração, com 30 senhas diárias disponíveis. O atendimento segue até sexta-feira (15), das 8h às 13h.

Com termômetros abaixo dos 10°C durante a madrugada e previsão de continuidade do frio até terça-feira (12), segundo o Climatempo, a procura pelos serviços começou cedo. A reportagem esteve no local e constatou que, até às 8h40, cinco pessoas aguardavam atendimento. Os serviços começaram às 8h e seguem até às 13h.

Ao todo, são distribuídas 30 senhas por dia, sendo 15 para encaminhamento de castração e outras 15 para atendimento geral. Entre os serviços oferecidos estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, microchipagem e encaminhamento para castração de cães e gatos.

Para castração e consultas, é necessário que o tutor esteja inscrito no CadÚnico (Cadastro Único). Já para vacinação contra a raiva e aplicação de vermífugo, basta apresentar o CPF. O consultório móvel da Subea permanece na Praça do Papa até sexta-feira (15), com atendimentos das 8h às 13h.

Tutores enfrentam frio ao ar livre por vaga para castração
Geovanna durante atendimento a tutor no ônibus da Subea; segundo ela, além da baixa temperatura, o vento é um dos principais fatores de risco para os pets (Foto: Juliano Almeida).

A médica veterinária Geovanna Berloffa, que atende no mutirão desta segunda-feira, também aproveitou o momento para alertar sobre os cuidados necessários com os animais durante o período de frio intenso.

Segundo ela, além da baixa temperatura, o vento é um dos principais fatores de risco para os pets. “É importante que os animais tenham um local protegido do vento e da chuva, porque esse período tem muita variação de temperatura e chuva. Também é preciso que eles tenham cobertas e roupas para melhorar o conforto térmico”, explicou.

A veterinária reforçou que, se possível, os animais devem dormir dentro de casa durante os dias mais frios. Mas, caso o animal não queira ou não possa ficar dentro de casa, é importante garantir o conforto térmico. “Se for um cachorro grande que não suporta ficar em ambientes fechados durante a noite, é necessário colocar bastante cobertores e um acolchoado. Também é importante colocar roupinha e cobertinha para protegê-los bastante do vento, porque o vento acaba diminuindo a sensação térmica”, disse.

Sobre os cuidados com cães mais peludos, Geovanna afirmou que eles também precisam de atenção especial. “Eles têm o pelo de proteção, mas a sensação térmica acaba prejudicando isso”, pontuou.

A médica veterinária ainda alertou para os riscos de hipotermia nos animais, condição que pode até levar à morte. Segundo ela, a diminuição das atividades dos pets pode ser um sinal de alerta. “Eles baixarem as atividades no frio é normal, ficam mais quietos, mas isso também pode ser um sinal de frio intenso ou até mesmo de hipotermia. Então, é importante que eles sejam monitorados”, explicou.

Atendidos - Mesmo com o frio, a professora Rosana Freitas, de 35 anos, foi uma das pessoas que encararam a fila. Ela levou um gato macho, adotado há uma semana, para consulta e aplicação de vermífugo, após perceber queda nos pelos do animal.

“Esse rapazinho ia ser abandonado lá perto da rodoviária por duas crianças que encontraram ele e a família não aceitou. Meu marido estava passando de carro e percebeu que eles estavam abatidos e com o gatinho na mão. Eles disseram que toda vez que deixavam o gatinho no terreno baldio, ele vinha seguindo atrás”, comenta Rosana.

Tutores enfrentam frio ao ar livre por vaga para castração
Geovanna levou um gato macho, adotado há uma semana, para consulta e aplicação de vermífugo (Foto: Juliano Almeida).

Segundo ela, o marido acabou se emocionando e decidiu acolher o animal, mesmo com receio por morar em apartamento. “É a primeira vez que temos um gato”, disse. Rosana revelou ainda que acreditava que o animal fosse fêmea, mas descobriu durante o atendimento que se trata de um macho. O nome ainda não foi escolhido.

Já o aposentado Percival Lelo Gomes, de 61 anos, levou a cadela Tiana, de oito anos, para vacinação, microchipagem e encaminhamento para castração. A preocupação dele é evitar uma nova gravidez da cachorra.

Tutores enfrentam frio ao ar livre por vaga para castração
Percival e cadela Tiana; preocupação dele é evitar uma nova gravidez da cachorra (Foto: Geniffer Valeriano).

“A Tiana foi a única restante da matilha. Ela teve a primeira gravidez há dois anos, mas abortou todos os filhotes. No ano passado, ela teve outra gravidez e nasceram sete filhotes. Doamos todos, só ficou uma. Foi bem difícil, porque ela ficou o dia inteiro parindo”, relembrou.

No local, Percival explicou que Tiana conseguiu vaga para castração. “Ela já está com oito anos e acredito que não aguente outra gravidez”, completou.

Confira a galeria de imagens:

  • Foto: Geniffer Valeriano.
  • Foto: Juliano Almeida.
  • Foto: Juliano Almeida.
  • Foto: Juliano Almeida.

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