Tutores enfrentam frio ao ar livre por vaga para castração
Ônibus da Subea oferece atendimento gratuito até sexta-feira (15) na Praça do Papa
Na manhã desta segunda-feira (11), tutores de cães e gatos enfrentaram o frio a céu aberto para conseguir atendimento no consultório móvel da Subea (Superintendência de Bem-Estar Animal), estacionado na Praça do Papa, na Vila Sobrinho, em Campo Grande.
RESUMO
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Mesmo com temperaturas abaixo dos 10°C, tutores de animais enfrentaram fila no consultório móvel da Subea na Praça do Papa, em Campo Grande, nesta segunda-feira (11). O serviço gratuito oferece consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, microchipagem e encaminhamento para castração, com 30 senhas diárias disponíveis. O atendimento segue até sexta-feira (15), das 8h às 13h.
Com termômetros abaixo dos 10°C durante a madrugada e previsão de continuidade do frio até terça-feira (12), segundo o Climatempo, a procura pelos serviços começou cedo. A reportagem esteve no local e constatou que, até às 8h40, cinco pessoas aguardavam atendimento. Os serviços começaram às 8h e seguem até às 13h.
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Ao todo, são distribuídas 30 senhas por dia, sendo 15 para encaminhamento de castração e outras 15 para atendimento geral. Entre os serviços oferecidos estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, microchipagem e encaminhamento para castração de cães e gatos.
Para castração e consultas, é necessário que o tutor esteja inscrito no CadÚnico (Cadastro Único). Já para vacinação contra a raiva e aplicação de vermífugo, basta apresentar o CPF. O consultório móvel da Subea permanece na Praça do Papa até sexta-feira (15), com atendimentos das 8h às 13h.

A médica veterinária Geovanna Berloffa, que atende no mutirão desta segunda-feira, também aproveitou o momento para alertar sobre os cuidados necessários com os animais durante o período de frio intenso.
Segundo ela, além da baixa temperatura, o vento é um dos principais fatores de risco para os pets. “É importante que os animais tenham um local protegido do vento e da chuva, porque esse período tem muita variação de temperatura e chuva. Também é preciso que eles tenham cobertas e roupas para melhorar o conforto térmico”, explicou.
A veterinária reforçou que, se possível, os animais devem dormir dentro de casa durante os dias mais frios. Mas, caso o animal não queira ou não possa ficar dentro de casa, é importante garantir o conforto térmico. “Se for um cachorro grande que não suporta ficar em ambientes fechados durante a noite, é necessário colocar bastante cobertores e um acolchoado. Também é importante colocar roupinha e cobertinha para protegê-los bastante do vento, porque o vento acaba diminuindo a sensação térmica”, disse.
Sobre os cuidados com cães mais peludos, Geovanna afirmou que eles também precisam de atenção especial. “Eles têm o pelo de proteção, mas a sensação térmica acaba prejudicando isso”, pontuou.
A médica veterinária ainda alertou para os riscos de hipotermia nos animais, condição que pode até levar à morte. Segundo ela, a diminuição das atividades dos pets pode ser um sinal de alerta. “Eles baixarem as atividades no frio é normal, ficam mais quietos, mas isso também pode ser um sinal de frio intenso ou até mesmo de hipotermia. Então, é importante que eles sejam monitorados”, explicou.
Atendidos - Mesmo com o frio, a professora Rosana Freitas, de 35 anos, foi uma das pessoas que encararam a fila. Ela levou um gato macho, adotado há uma semana, para consulta e aplicação de vermífugo, após perceber queda nos pelos do animal.
“Esse rapazinho ia ser abandonado lá perto da rodoviária por duas crianças que encontraram ele e a família não aceitou. Meu marido estava passando de carro e percebeu que eles estavam abatidos e com o gatinho na mão. Eles disseram que toda vez que deixavam o gatinho no terreno baldio, ele vinha seguindo atrás”, comenta Rosana.

Segundo ela, o marido acabou se emocionando e decidiu acolher o animal, mesmo com receio por morar em apartamento. “É a primeira vez que temos um gato”, disse. Rosana revelou ainda que acreditava que o animal fosse fêmea, mas descobriu durante o atendimento que se trata de um macho. O nome ainda não foi escolhido.
Já o aposentado Percival Lelo Gomes, de 61 anos, levou a cadela Tiana, de oito anos, para vacinação, microchipagem e encaminhamento para castração. A preocupação dele é evitar uma nova gravidez da cachorra.

“A Tiana foi a única restante da matilha. Ela teve a primeira gravidez há dois anos, mas abortou todos os filhotes. No ano passado, ela teve outra gravidez e nasceram sete filhotes. Doamos todos, só ficou uma. Foi bem difícil, porque ela ficou o dia inteiro parindo”, relembrou.
No local, Percival explicou que Tiana conseguiu vaga para castração. “Ela já está com oito anos e acredito que não aguente outra gravidez”, completou.
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