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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

17/11/2018 09:38

Um ano após prisão, golpista que enganou mais de 60 mil é solto

Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo foram presos em novembro do ano passado na operação "Ouro de Ofir"

Guilherme Henri e Marta Ferreira
Celso Éder Gonzaga de Araújo, 25 anos (Foto: Revista Al.so)Celso Éder Gonzaga de Araújo, 25 anos (Foto: Revista Al.so)

O Supremo Tribunal Federal mandou soltar Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo, investigados na Operação Ouro de Ofir, por aplicarem golpes em mais de 25 mil vítimas em todo o Brasil “vendendo ilusão”. Eles estavam presos há quase 1 ano em Campo Grande.

A decisão é de ontem (16) do ministro Ricardo Lewandowski. Na certidão, o ministro concede “ordem de ofício, para suspender a prisão preventiva decretada, se por outro motivo não estiverem presos, com a aplicação de medidas cautelares".

Além disso, o documento informa que “o assunto tratado no mencionado processo, excede prazo para instrução".

O Campo Grande News entrou em contato com o advogado dos investigados para mais detalhes, porém foi informado que o processo tramita em segredo de Justiça. O defensor limitou-se a dizer que não tem certeza que a decisão chegou ao plantão, porém está empenhado em liberar os clientes ainda neste sábado (17).

Golpe da Ilusão - No decorrer de quase um ano, os investigados tiveram pelo menos quatro habeas corpus negados entre a Justiça de Mato Grosso do Sul e a federal.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 21 de novembro de 2017, com as prisões de Sidinei, Celso Eder Gonzaga de Araújo e Anderson Flores de Araújo. Os dois últimos eram responsáveis pela operação Au Metal.

Nesta etapa, a polícia apontou 25 mil vítimas. Com o prosseguimento das investigações, a PF calculou que são 60 mil vítimas em golpes similares ao da SAP e Au Metal.

Em 18 de abril deste ano, a segunda fase da Ouro de Ofir prendeu, em Brasília, Sandro Aurélio Fonseca Machado. De acordo com a investigação, ele se apresentava como sobrinho do ex-presidente José Sarney e emitiu cheques sem fundos com valor de R$ 2 bilhões.

A Ouro de Ofir investiga organização criminosa que vende ilusão: a existência de uma suposta mina de ouro cujos valores, repatriados para o Brasil, são cedidos, vendidos ou até mesmo doados mediante pagamento.

Para repatriação, 40% de uma altíssima soma de dinheiro ficaria com o governo federal, 40% doado como ajuda humanitária e 20% para a família de Celso Eder Gonzaga de Araújo, que também está preso. Em geral, o investimento inicial era de mil reais para um resgate financeiro futuro de R$ 1 milhão.

Celso Ede (de camisa) foi preso em 21 de novembro pela Polícia Federal. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Celso Ede (de camisa) foi preso em 21 de novembro pela Polícia Federal. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)


Essa estória de dizer que os processos está sob segredo de justiça é marmelada, não justifica lealmente e eu leio as decisões através de acesso pelos nomes dos implicados no google.
Celso Eder tomou dos planilhados R$ 40 milhões; todos os documentos apresentados são falsificados, inclusive o diploma de administração de empresas e o título que recebeu de país da África. Ele doava para times de futebol da categoria superior de seu estado; antes de ser preso chegou a manter 13 seguranças porque estava ameaçado de morte; foram aprendidos relógios avaliados em R$ 300 mil, 200 kg de ouro bruto, carros e ele alega que levaram R$ 700 mil em dinheiro.
Possui uma Letra do Tesouro falsa emitida em 1976 ao prazo de 50 anos quando na época o prazo de emissão era de 12 meses e o BC não mantinha as letras em custódia que só veio a ocorrer a partir de 1978.
O processo mostra que não existe mina de ouro e tudo é golpe.
Um planilhado da Au Metal de uma Cidade Satélite de Brasília e que opera mercado financeiro internacional entrou no conto e deu R$ 200 mil em troca de promessa de R$ 1 bilhão, somente exigiu em lugar do contrato uma nota promissória a qual está executando, rastreando dinheiro e bens e penhorando. Sabe-se que em dinheiro foram localizados através do juiz pouco mais de R$ 3 milhões.
Outra coisa refere-se ao STF onde afirmam que a venda de decisões, inclusive em Habeas Corpus corre solto e os grandes vendedores são Lewandowski aos quais os sorteios de causas da natureza só são os dois contemplados, inclusive políticos. A venda de decisões simples a políticos e outros criminosos, segundo um prefeito cassado que foi assediado por advogados de Goiás e Brasília vale R$ 3 milhões enquanto no STJ vale entre R$ 800 mil a R$ 1,4 milhão.
Pelo que denunciam são comércios de quadrilhas e não tribunais.
 
Luiz Parussolo em 26/11/2018 23:01:55
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