Vídeo registra socorro improvisado a ambulante ao lado de equipe da PRF
Leandro Pereira Alfonso era supervisor de empresa de telecomunicações e fazia uma renda extra durante evento
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Vendedor ambulante passa mal próximo ao show do Guns N' Roses no Autódromo de Campo Grande e recebe atendimento improvisado de populares enquanto policiais rodoviários federais observavam. Segundo testemunhas, um militar e uma jovem da área da saúde realizaram manobras de reanimação cardíaca. O resgate especializado teria demorado entre 25 e 40 minutos para chegar. A PRF foi contactada, mas não se manifestou.
Vídeo mostra o vendedor ambulante Leandro Pereira recebendo massagem cardíaca por outras pessoas que estavam a caminho do show da banda Guns N’ Roses no Autódromo de Campo Grande. Ao lado de Leandro havia uma equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que apenas observava a situação.
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Segundo Diego Santana, o caso ocorreu a cerca de 100 metros da entrada quando Leandro passou mal. Pessoas que seguiam para o evento iniciaram os primeiros socorros de forma improvisada. Entre elas, um militar e uma jovem da área da saúde, que realizaram manobras de reanimação, incluindo massagem cardíaca.
Uma enfermeira que também estava no local afirmou que o atendimento foi revezado por pessoas sem estrutura adequada. “Todo mundo que sabia um pouco tentava ajudar. Mas faltavam recursos básicos”, relatou.
De acordo com os relatos, policiais rodoviários federais presentes na região teriam utilizado um kit de primeiros socorros da viatura, mas com limitações. Testemunhas afirmam que havia ausência de itens essenciais para um atendimento mais completo. Também há críticas sobre a condução da situação. Algumas pessoas ouvidas dizem que a atuação foi insuficiente diante da gravidade do caso.
Outro ponto que chama atenção é o tempo de resposta do resgate. Testemunhas estimam que a espera por equipes especializadas, como o Corpo de Bombeiros, tenha variado entre 25 e 40 minutos. Nesse intervalo, o atendimento continuou sendo feito de forma improvisada.
Em nota, a PRF disse que não houve omissão de socorro. "O atendimento inicial foi prestado pela Polícia Militar, que se deslocou em busca de apoio da ambulância do evento e, na sequência, solicitou o apoio da PRF. Quando a equipe da PRF chegou, a vítima já estava sendo assistida por terceiros que se identificaram como profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), os quais realizavam manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Nessas circunstâncias, a intervenção direta dos policiais não é recomendada, especialmente quando o atendimento está sendo conduzido de forma adequada, a fim de evitar a interrupção de um procedimento essencial à manutenção da vida"
Também diz que "pelo mesmo motivo, não seria apropriada a remoção da vítima em viatura policial, uma vez que isso implicaria a interrupção das manobras de RCP, podendo comprometer ainda mais o quadro clínico. Paralelamente, a equipe da PRF adotou todas as medidas cabíveis, incluindo o acionamento imediato dos serviços de emergência, com o objetivo de garantir a continuidade do atendimento especializado à vítima".
O Campo Grande News encaminhou solicitação de resposta ao organizador do evento, Valter Júnior, sobre o caso e aguarda retorno.
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