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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

10/04/2018 11:57

Vítimas de queda de piscina, moradores ainda amargam prejuízos

Após 17 dias do incidente, vítimas alegam a falta de manutenção e pagamento dos gastos por parte da empresa responsável pelo veículo que tombou

Geisy Garnes e Bruna Kaspary
Parte do telhado e da edícula que fica no terreno foram destruídos (Foto: Saul Schramm)Parte do telhado e da edícula que fica no terreno foram destruídos (Foto: Saul Schramm)

Depois de 17 dias do tombamento de um guindaste e da queda de uma piscina de meia tonelada que danificou três residências na Coophamat, em Campo Grande, moradores ainda sofrem com os reflexos do incidente. Ao Campo Grande News, as vítimas do acidente contaram que até o momento, não foram ressarcidas por todos os prejuízos.

No dia 23 de março, a cerimonialista Líbini Suelen Bial da Silva Pache e o marido Paulo Rodrigues Pache Júnior, viram parte da casa ser destruída durante o tombamento de um guindaste, que instalava uma piscina na casa vizinha do casal. O telhado da sala foi danificado, a lavanderia destruída, assim como uma edícula nos fundos da residência.

Máquina de lavar, equipamentos eletrônicos, livros, roupas e até uma coleção de relíquias de Paulo também foram atingidos pelos destroços e danificados. No dia do incidente, o cenário era de destruição e logo a promessa de que tudo se resolveria o mais rápido possível foi feita por parte da empresa responsável pelo guindaste, a J.E. Locação.

Os gastos começaram no mesmo dia, conta o morador. “Como o telhado foi quebrado e um poste também, ficamos sem energia e a Defesa Civil orientou todo mundo a sair de casa. Somos para um hotel e nossas duas cadelinhas também”, explicou Líbini. A conta ficou em R$ 300 e no pagamento, os primeiros indícios de conflito com a empresa começaram a aparecer.

 

Um fogão e uma máquina de lavar foram danificados (Foto: Saul Schramm) Um fogão e uma máquina de lavar foram danificados (Foto: Saul Schramm)

“Eles repassaram esse dinheiro reclamando, porque a gente jantou no hotel e para eles poderia muito bem ter ficado só na hospedagem”, afirma Líbini. Mais para frente, o casal afirma ter sido questionado até mesmo da necessidade de sair de casa naquele dia. “Mesmo sem telhado, com chuva e sem energia”.

Líbini e Paulo voltaram para casa depois de a empresa instalar telhas novas, mas os problemas estavam longe de terminar. “Eles não arrumaram, só colocaram as telhas, está cheio de infiltração”, contou Paulo. O casal já gastou R$ 1.693,14, desde a manutenção até a limpeza da casa e lavagem de roupas, mas nada foi devolvido a eles.

“Na época o gerente da empresa, o Alessandro Teixeira, informou para gente que ia arcar com todos os custos. Falou para gente ir passando tudo no cartão que a empresa ia pagar. Mas até agora não tivemos nenhum retorno e nem sei se isso vai acontecer”, relatou Paulo, que é engenheiro civil.

Líbini lembra que o discurso da empresa mudou pouco depois. “Agora eles falaram que só vão pagar o que for eletrônico e de alto custo. Mas peguei todas as roupas, o sofá e o tapete, que ficaram molhados, e mandei para uma lavanderia. Segundo ela, apenas os tapetes e sofá ficam em R$290. Todo o custo com a roupa chegou a R$ 500,00. "Se eles fossem me dar só um tapete novo ia custar R$ 300. Foi muito mais fácil para eles eu mandar lavar, mas falaram que não vão bancar porque é supérfluo”.

Nesta segunda-feira (9), a advogada contratada pelo casal entrou em contato com a empresa e foi informada que todo o material para a reforma já havia sido adquirido e estava na casa deles. “Não foi entregue nada, os materiais que estão aqui caíram com o incidente e conseguimos aproveitar. A casa da vizinha já foi reconstruída, mas na nossa dizem que não tem previsão, justamente pela falta dos materiais”, alegou Líbini.

A reportagem encontrou em contato com a J.E. Locação, mas foi informada que, por orientação dos advogados, a empresa não vai se manifestar sobre o assunto. 

O tombamento do guindaste derrubou parte da edícula (Foto: Saul Schramm)O tombamento do guindaste derrubou parte da edícula (Foto: Saul Schramm)


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