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Campo Grande, Sábado, 19 de Janeiro de 2019

24/05/2017 19:34

Viúva agiu com frieza, mas vai ficar em liberdade após assassinar marido

Kátia prestou depoimento à polícia e também entregou a faca usada no dia do crime, mas vai ficar em liberdade

Adriano Fernandes
Kátia Regina será mantida em liberdade mesmo depois de ter confessado ter matado o marido. (Foto: Reprodução) Kátia Regina será mantida em liberdade mesmo depois de ter confessado ter matado o marido. (Foto: Reprodução)

Vai continuar em liberdade a viúva de ex-servidor da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) Givaldo Domingues da Silva, 44 anos, que confessou ter assassinado a facadas o marido, durante uma discussão no último dia 6 de maio no Bairro Cophavilla ll em Campo Grande.

Em depoimento à polícia na terça-feira (23), Kátia Regina de Castro, 42, relatou em detalhes que depois de matar o agente, carregou o corpo em um “carro de mão” até o veículo Gol da família e em seguida o jogou às margens BR-262, no anel rodoviário, local onde ele só foi encontrado cinco dias depois do crime. Ela também entregou a faca usada para cometer o crime.

Conforme já havia sido publicado pelo Campo Grande News, Kátia disse que a discussão teria começado porque Givaldo não aceitava a homossexualidade de um dos filhos de 15 anos.

Faca usada no dia do crime foi entregue a polícia esta semana. (Foto: Adriano Fernandes) Faca usada no dia do crime foi entregue a polícia esta semana. (Foto: Adriano Fernandes)

"Segundo a esposa, eles estavam discutindo e a vítima a agarrou pelas costas, momento em que ela conseguiu escapar, pegou uma faca e atingiu o marido por diversas vezes", explica o delegado Jairo Carlos Mendes, titular da 5ª Delegacia de Polícia e que investiga o caso.

Em seguida, ela teria forrado uma lona plástica no banco do passageiro do veículo, onde colocou o corpo e depois seguiu até o quilômetro 356 da rodovia, no anel rodoviário entre as saídas de Sidrolândia e Indubrasil.

“No dia seguinte ela ainda jogou a carteira e o celular da vítima no rio Anhanduizinho”, completou o delegado. A moto do rapaz também foi deixada pela mulher no mesmo dia do crime em um posto de gasolina na Avenida Gunther Hans, no Jardim Tarumã, para reforçar a hipótese de que ele teria sido roubado e desaparecido.

O capacete do esposo ela também disse ter sido jogado em uma caçamba de lixo. Um exame da perícia já havia detectado o sangue de Givaldo no carro da ex-mulher.

“Mas ela negava ter cometido o crime. No entanto, conforme as investigações foram progredindo ela ficou com medo e confessou o crime em detalhes à polícia”, completa o delegado. Além do veículo, até mesmo a residência da mulher vai passar por perícia em busca de vestígios de sangue da vítima.

Givaldo foi servidor da Agetran por 28 anos. (Foto: Reprodução) Givaldo foi servidor da Agetran por 28 anos. (Foto: Reprodução)

Suspeitas - Ainda no dia do ocorrido, familiares levantaram para a polícia a suspeita de que Kátia pudesse ser a autora. Isso porque somente no dia 7 ela comunicou o desaparecimento do ex-marido, ocorrido dois dias antes.

Foi a própria Kátia quem reconheceu o corpo aos prantos, na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, quando o cadáver foi localizado. Comportamento que segundo os familiares da vítima era uma encenação. 

Em depoimento à policia depois do corpo ter sido encontrado, no último dia 11, um sobrinho de Kátia também havia dito que 15 dias antes do desaparecimento do servidor, ele teria pedido a separação da mulher mas continuavam morando juntos, conforme consta no boletim de ocorrência. 

Na ocasião, a suposta amante de Givaldo, e que era uma colega de sala no curso de educação para jovens e adultos que cursava, também havia sido apontada como suspeita do crime pela mulher.

"Se você não ficar comigo, não vai ficar com mais niguém", teria dito Kátia no dia do pedido de separação, ainda segundo registro policial. 

Mas durante as investigações a "amante"  se apresentou à polícia, negou as acusações da viúva e colaborou com as investigações junto da família. A vítima trabalhou por 28 anos na Agetran. Fazia serviços de manutenção, como conserto de semáforos e pintura de faixas e guias. Estava próximo de se aposentar.



cada crueldade, infelizmente uma pessoa ameaçar de morte, matar, expor a vida de um adolescente, visitar constantemente a mãe do falecido, ir no reconhecimento do corpo, minha opinião não agiu sozinha, melhor investigar a vida desse pessoa. o falecido pessoa trabalhadora casado a 22 anos, estava estudando...estranho...não esta batendo informações...justiça nela...
 
roberto mateus de oliveira galvao em 25/05/2017 05:41:04
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