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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

03/06/2013 13:43

Cápsulas de calibres usados pela Polícia são encontradas em fazenda

Aline dos Santos
Área onde aconteceu conflito na quinta-feira (30). (Foto: João Garrigó)Área onde aconteceu conflito na quinta-feira (30). (Foto: João Garrigó)
Indígenas velam Oziel Gabriel, 35 anos, morto durante conflito. (Foto: João Garrigó)Indígenas velam Oziel Gabriel, 35 anos, morto durante conflito. (Foto: João Garrigó)

Cápsulas de três diferentes calibres foram encontradas na fazenda Buriti, local onde o índio Oziel Gabriel, de 35 anos, foi baleado. Ele foi ferido durante o cumprimento da decisão judicial de reintegração de posse e morreu, em seguida, no hospital beneficente Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia.

De acordo com o procurador Emerson Kalif Siqueira, do MPF (Ministério Público Federal), foram recolhidas casulas de calibre ponto 40, usualmente utilizada pela PM (Polícia Militar), 9 mm e ponto 45, utilizadas pela PF (Polícia Federal).
O MPF pediu uma nova autópsia no corpo, que foi realizada no último sábado. Vieram a Campo Grande um perito da polícia e outro da Secretaria Especial de Direitos Humanos. O novo procedimento tenta determinar que tipo de projétil atingiu a vítima.

O procurador afirmou que busca esclarecimento. “Em nota oficial, o governo diz que a PM só utilizou bala de borracha”, disse em entrevista no último sábado, durante reunião entre índios e fazendeiros no TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Na quinta-feira, feriado de Corpus Cristhi, dia da reintegração e da morte o governo do Estaco veiculou nota apontando o uso de munição não letal. Na sexta-feira, o comandante da Cigcoe (Companhia de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), afirmou que este tipo de munição foi levada sim ao local da desocupação, porém não disse se foi utilizado ou não.

No dia da morte, o corpo seguiu direto do hospital para a Pax Bom Jesus, sem passar pelo IML (Instituto Médico Legal). A plantonista do IML não estava na cidade e viajou com a chave do local. Então, dois médicos foram à Pax.
Conforme o laudo, o óbito foi por choque hipovolêmico decorrente de ferimento por arma de fogo. Oziel foi atingido por um tiro no abdômen, a bala passou pelo fígado e o projétil saiu pelas costas.

Com os índios, a PF apreendeu armas artesanais, facões e duas espingardas. A fazenda Buriti foi invadida pelos terenas em 15 de maio. No mesmo dia, saiu uma decisão para que os índios deixassem o local. Mas a reintegração não foi cumprida e no dia 18 a decisão acabou suspensa até última quarta-feira, quando foi realizada audiência na Justiça Federal.

Sem acordo, a PF e a PM cumpriram a decisão. O confronto no campo durou nove horas, das 6h às 15h. Os índios atearam fogo a imóveis da fazenda, que pertence ao ex-deputado Ricardo Bacha. Já no dia seguinte à desocupação, os terenas voltaram a Buriti.



isso esta virando um circo mesmo! trabalhar os indios nao querem né! mais isso é culpa de nossas leis federais que dão tanto valor aos indios a duvida é porque!? pois se nao fossem os portugueses nos colonizar esse pais ainda estava muito mal desenvolvido.na minha opinião nao devemos nada aos indios acho sim que eles tinha que procurar emprego igual todo cidadao.
 
andré Luis em 03/06/2013 16:54:26
Olha pessoal, segundo a doutrina da perícia, um objeto de delito só pode ser aceito se for recolhido pela perícia e no local do fato, isolado corretamente. Agora vem um monte de indiozinho aparecer com capsulas de projeteis de varios calibres. Querem manipular? Achar um bode expiatorio? A coisa mais facil que tem nesse estado (MS) é achar capsula deflagrada de diversos calibres e jogar lá no local do embate. Basta ir nos estandes de tiros que geralmente sao locais abertos e procurar que acha um monte. Ou então pra quem nao sabe, la no paraguai é 50 reais uma caixa de munição. eh facinho ir la comprar, deflagrar e algum indiozinho sair espalhando pelo local do conflito. Estão querendo achar um culpado pela morte do curumin, quando o maior culpado já se sabe quem é há muito tempo.
 
Ademir Caetano em 03/06/2013 16:44:57
Engraçado seu nome indigena. Mostra que todo o BRASILEIRO também é indio. Matar produtor rural e policia não é genocidio? VAI TABALHAR!!!!!
 
Samuel Gomes Terena em 03/06/2013 16:42:40
Genocídio???
E o crime de invasão de terras o que é?
Os policiais deveriam uzar metralhadoras, isso sim.
 
ricardo rodrigues em 03/06/2013 16:02:48
Trata-se de um genocídio premeditado já que os policiais impiedosos vieram com o espirito de enfrentar inimigos maus e para tanto se armaram com fuzis e pistolas contra indefesos índios armados de flechas, bordunas e fundas. O corporativismo não vai se interessar saber qual policial fuzilou o índio e o MPF, tão logo o massacre terminou, deveria já ter em mãos o nome de todos os policiais, quantas munição cada policial recebeu e quantos foram gastas. Mas o que esperar de um sistema que nem autopsia fizeram e imediatamente o corpo de Oziel foi liberado. Todo circo está armado somente pros "estrangeiros" virem. Ò. "Vamos apurar com rigor doa a quem doer...!" Até parece!
 
samuel gomes TERENA-campo grande em 03/06/2013 14:57:59
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