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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

24/05/2011 09:30

Corregedora diz que encontrou coisas "desorganizadas" na Justiça de MS

Marta Ferreira
A ministra Eliana Calmon durante coletiva em Campo Grande, quando foi realizada correição no TJ. (Foto: João Garrigó)A ministra Eliana Calmon durante coletiva em Campo Grande, quando foi realizada correição no TJ. (Foto: João Garrigó)

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) ainda está recebendo os relatórios dos órgãos que participaram da correição feita na Justiça de Mato Grosso do Sul no fim de 2010, após o surgimento de denúncias de irregularidades no repassse de verbas ao Poder Judiciário.

Mas em entrevista à Agência Brasil, a corregedora Eliana Calmon de Sá, que conduziu os trabalhos, definiu a correição feita em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul na mesma época como trabalhos “difíceis” e disse que foram encontradas “muitas coisas desorganizadas”.

“Temos coisas para fazer”, definiu a corregedora ao falar das investigações feitas na Justiça dos dois estados.

A previsão inicial de divulgação dos relatórios era fevereiro, mas eles ainda não sairam e a corregedora explicou o porquê.

“Foram correições difíceis, porque eu fui com Receita Federal, com a Controladoria-Geral da União, com tribunais de Contas, e esses órgãos ainda estão me fornecendo relatórios parciais para fechar meus relatórios”, explicou.

A corregedora explicou como encaminhou as correições e disse que o trabalho tem relação com a pressão popular.“Quando cheguei à corregedoria, encontrei correições em 14 estados. Ele [o ex-corregedor Gilson Dipp] fez a correição, as determinações, e eu fiz uma opção, retornar para ver o que estava certo, o que estava errado, o que foi corrigido".

Ela lembra que, por aqui, o trabalho foi emergencial. "Eu só fiz correição, minha mesmo, em dois estados, em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso. E fiz porque a sociedade exigiu minha presença devido a muitos problemas existentes no Judiciário daqueles estados. Isso me levou a fazer correição em caráter emergencial”.

As investigações-A inspeção na Justiça de Mato Grosso do Sul foi feita no período de 29 de novembro a primeiro de dezembro.

Foram recebidas mais de 200 denúncias durante os trabalhos, que incluíram a realização de audiência pública.

Informações extraoficiais dão conta que estão sendo apurados casos de suposto favorecimento, tráfico de influência e recebimento propinas para acobertamento de desvio de verbas da Assembleia Legislativa, Ministério Público Estadual e governo do Estado.

Se comprovadas as irregularidades, a pena máxima que poderá ser sugerida pelo CNJ aos magitrados é de aposentadoria compulsória. As acusações envolvendo as demais esferas serão encaminhadas a outras instâncias judiciais.



-Para uma corregedora falar que encontrou coisas desorganizadas no judiciario? Imagina nos outros locais. Vergonha na cara não existe mais.
 
Wilson Marques em 24/05/2011 11:04:40
Nooooooooosssssssssssaaaaaaaaaaa essa pena é realmente muito rígida, e dolorosa, vai ser muito dificil alguem sobreviver com uma pena dessa, além do mais que o salário mínimo deles não vai dar nem pra fazer um sacolão mensal shaushauuahsuhaushuahus...da dó.
 
valmir Nogueira em 24/05/2011 10:16:48
Corregedora, caso fosse pedido uma intervenção ao STF, em nosso Estado, para uma fiscalização rigorosa dos atos do judiciário, ficariam de queixo caídos, porque aqui ainda a lei é dos coronéis que tem o poder nas mãos vestidos de ternos e gravatas.
Corregedora, V.Excia. disse que se configurada as irregularidades o CNJ, poderia apenar com aposentadoria compulsória ? Pergunto-lhe e se fosse um simples servidor ? Pra esse coitado (a) seria o olho da rua? Pergunto-lhe novamente, que país é este que usa dois pesos e duas medidas para situações como essa? Quando isto vai terminar ? Se é que vai terminar um dia....o povo brasileiro é um povo ordeiro, se não...
 
João Alves de Souza em 24/05/2011 03:14:21
O que a Corregedora descobriu não é nenhuma novidade para nós. A INjustiça do MS é tendenciosa, provinciana, desorganizada, pois é fato que há proteção jurídica a algumas figuras públicas e influentes em nosso estado. A verdade é que da Deusa Thêmis, aquela estátua que fica em frente ao nosso Tribunal do Júri, só resta mesmo a figura construída, pois seu espírito está bem longe daqui!
 
adalberto rebelo em 24/05/2011 02:15:22
SÓ NESSE PAÍS VERGONHOSO É QUE NA JUSTIÇA SERVIDORES MAGISTRADOS RECEBEM A PENA MÁXIMA UM PRESENTE DOS DEUSES: APOSENTADORIA COMPULSÓRIA!!! QUERIA VER SE FOSSE UM SERVIDOR RELES MORTAL SE NÃO SERIA A EXONERAÇÃO??!!!!!!!
 
ELIANE SILVA em 24/05/2011 01:37:54
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