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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

14/05/2015 18:24

Educadores aprovam manutenção de indicativo de greve para dia 21

Antonio Marques
Profissionais da educação da rede estadual aprovam manter indicativo de greve para dia 21. (Foto: Divulgação Fetems)Profissionais da educação da rede estadual aprovam manter indicativo de greve para dia 21. (Foto: Divulgação Fetems)

Os profissionais da educação da rede estadual aprovaram na tarde de hoje (14), em assembleia geral realizada no pátio da Assembleia Legislativa, a manutenção do indicativo de greve da categoria, que pode começar a partir do dia 21 de maio, caso o governo do Estado não avance nas negociações. Nesta sexta-feira, às 10 horas, o Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, vai receber a comissão da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), na governadoria.

De acordo com o presidente da Federação, Roberto Magno Botareli Cesar, a paralisação da categoria realizada hoje no Estado demonstrou que os educadores não vão aceitar a retirada de direitos, como os pontos do Projeto de Lei nº 48/2015, que alteraria o PL nº 3244/2006, que trata sobre as eleições de diretores na Rede Estadual de Ensino. “Desde o início do ano temos cobrado o diálogo com o governo. A mobilização é uma forma de reiterarmos essa cobrança”, explicou.

Roberto considerou positivo a decisão do governado em retirar da pauta da Assembleia Legislativa o projeto de lei que seria votado hoje. Segundo ele, houve a informação de que será formada uma comissão com a participação de parlamentares, governo e dirigentes da Fetems para debater os pontos críticos do projeto.

Dentre os pontos questionados pela Fetems, estão a exigência da participação de todos os alunos de 12 anos acima na escolha dos diretores de escolas, enquanto o governo quer limitar a idade mínima a 14 anos de idade; a possibilidade de todos os profissionais da educação(professores e funcionários administrativos) concorrerem aos cargos de diretores e diretores adjuntos, conforme previsto na Lei Complementar 87/2000. Isso contraria a posição da Secretaria Estadual de Educação, que limita a disputa somente aos professores.

Greve – Roberto Botarelli disse que na reunião desta sexta-feira deve ser decisiva sobre a definição de início da greve a partir do próximo dia 21. “Nós queremos saber do governo qual a proposta para o pagamento dos 10,98% relativos ao reajuste dos professores, referente ao cumprimento da Lei Estadual n° 4.464, de 19 de Dezembro de 2013, que trata sobre a reposição de 25,42%, concedido pelo ex-governador André Puccinelli”, comentou.

Segundo o presidente da Federação, em fevereiro passado, o governador Reinaldo Azambuja pediu prazo até o dia 15 de maio para informar a forma de pagamento dos 10,98%. A Fetems também questiona o reajuste salarial dos funcionários de escolas, com data base em maio, além de pedir a mudança da data base para janeiro.]

Conforme a assessoria da secretaria de Governo, a pauta da reunião nesta sexta-feira na governadoria será a discussão da data base, porém não pode adiantar mais detalhes a serem tratados com os dirigentes da entidade sindical.

Na assembleia geral realizada nessa tarde, que reuniu mais de três educadores de todo o estado e da Capital, ficou decidido também que na segunda-feira (18) a categoria realiza assembleias municipais para discutir as informações apresentadas pelo governo. Na terça-feira (19) acontecerá outra assembleia estadual, na sede da Federação em Campo Grande, para aprovar ou não o início da greve.

Na semana passada, o governador Reinaldo Azambuja, disse que somente MS e Sergipe haviam cumpriram o reajuste da lei do piso nacional dos professores e corrigiu os salários em 13,01%, a partir de janeiro de 2015. "Os nossos servidores precisam compreender a situação financeira do nosso Estado", comentou ele, referindo-se ao fato de o Estado ter queda na receita em razão da situação de crise econômica no país.

Educadores das redes estaduais de cinco estados estão em greve no país, São Paulo, Paraná, Goiás, Pará e Santa Catarina.



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