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27/11/2018 19:21

Em 4 anos, MS registra aumento de 10% no número de mortes por Aids

Estado seguiu a contramão da maioria do país, onde melhoria no diagnóstico, ampliação do acesso à testes e mais rapidez para o início do tratamento reduziram casos

Humberto Marques
Hospital Dia do HU, um dos locais de Campo Grande que oferece tratamento a portadores de HIV; MS registrou avanço no número de casos. (Foto: Arquivo)Hospital Dia do HU, um dos locais de Campo Grande que oferece tratamento a portadores de HIV; MS registrou avanço no número de casos. (Foto: Arquivo)

Divulgado nesta terça-feira (27), o último boletim epidemiológico sobre o vírus HIV/Aids aponta que, entre 2014 e 2017, houve crescimento de 10,7% no coeficiente de mortalidade em Mato Grosso do Sul, que subiu de 5,6 para 6,2 óbitos por grupo de 100 mil habitantes. No mesmo período, aumentou a taxa de detecção da doença no Estado, de 22,5 casos por 100 mil em 2014 para 24,3 casos, elevação de 8%.

Os números foram apresentados pelo Ministério da Saúde em Brasília, durante evento de celebração dos 30 anos de criação do Dia Mundial de Luta contra a Aids. Além de Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre, Ceará e Rio Grande do Norte registraram aumento na taxa de mortalidade. Piauí e Goiás mantiveram suas taxas estáveis entre 2014 e 2017.

De 2007 a 2017, o número de casos aumentou 28%, de 18,9 por 100 mil para 24,3.

Outros 20 Estados apresentaram redução na taxa nesse período: Amazonas, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e o Distrito Federal. O desempenho ajudou o Brasil a chegar aos 30 anos de luta contra o HIV e a Aids com queda no número de casos e mortes.

Desde 2013, a garantia de tratamento para todos e melhoras no diagnóstico colaboraram com a redução, bem como a ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre diagnóstico e início de tratamento. A taxa de mortalidade passou de 5,7 por 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8 em 2017.

De 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil, média de 40 mil casos ao ano. Em 2012, a taxa de detecção era de 21,7 pessoas por 100 mil habitantes. Em 2017, chegou a 18,3, redução de 15,7% –em relação a 2014 (20,8), a queda é de 12%.

Bebês e adultos – “O Brasil tem dado a sua contribuição no combate à doença, com a garantia de tratamento e oferta de testes para identificar o vírus, mas é preciso conscientização da população, principalmente dos jovens, sobre a necessidade da prevenção. Só com uso de preservativos, vamos evitar e combater o HIV e a Aids”, explicou o ministro Gilberto Occhi (Saúde).

Segundo o boletim, houve redução considerável na transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado na gestão: a queda foi de 43% entre 2007 e 2017 (de 3,5 casos para 2 a cada 100 mil pessoas). O fato foi atribuído à testagem na Rede Cegonha, que contribui para identificação entre gestantes.

Occhi pede conscientização da população, principalmente dos jovens, sobre a importância da prevenção no combate à Aids. (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)Occhi pede conscientização da população, principalmente dos jovens, sobre a importância da prevenção no combate à Aids. (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)

Em 2017, a taxa de detecção foi de 2,8 por 100 mil casos. Em sete anos, ainda houve redução de 56% nas infecções por HIV em crianças expostas após 18 meses de acompanhamento.

Os dados mostram que 73% das novas infecções de HIV ocorrem entre no sexo masculino, sendo 70% dos casos na faixa de 15 a 39 anos.

Até setembro deste ano, 585 mil pessoas com HIV/Aids estavam em tratamento desde a generalização do serviço. Os antirretrovirais são financiados pelo governo federal. O SUS (Sistema Único de Saúde) oferta um dos melhores medicamentos do mundo para tratamento: o dolutegravir, usado por 87% das pessoas com o vírus.

O medicamento aumenta em 42% a chance de supressão viral (a diminuição da carga viral do HIV no sangue) entre adultos quando comparado ao tratamento anterior, com o efavirenz. A resposta virológica do dolutegravir é mais rápida: no terceiro mês, mais de 87% os usuários já apresentam supressão viral, segundo estudos do Ministério da Saúde.

Campanha – O Ministério da Saúde lançou uma nova campanha contra a Aids, alusiva ao Dia Mundial de luta contra a doença (1º de dezembro), instituída em 27 de outubro de 1988 pela Assembeia Geral da Organização das Nações Unidas e a OMS (Organização Mundial de Saúde), cinco anos depois da descoberta do vírus HIV, causador da doença.

O Ministério da Saúde resgatará a confecção de colchas de retalhos, os chamados quilt, com mensagens de otimismo para quem vive com o vírus. O Ministério vai estender um mosaico dessas colchas na Esplanada dos Ministérios. O material foi produzido por milhares de pessoas em várias partes do país que usaram uma plataforma digital para produzir a mensagem de apoio a causa.

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