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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

17/03/2017 12:29

Emperrada por investigação, governo vai iniciar obra de ponte em Guia Lopes

Reinaldo reclamou do impasse e demora para liberação de obra

Leonardo Rocha
Ponte desabou em Guia Lopes, em janeiro de 2016 (Foto: Divulgação)Ponte desabou em Guia Lopes, em janeiro de 2016 (Foto: Divulgação)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) vai autorizar no próximo domingo (19), o início das obras na ponte de concreto sobre o Rio Santo Antônio, em Guia Lopes da Laguna, que gerou polêmica, após desabar em janeiro de 2016. O tucano reclamou hoje (17), da demora para liberação, em função da investigação da Polícia Federal.

Reinaldo ressaltou que o projeto da obra, ficou parado por oito meses, para investigação e perícia, a pedido do MPF (Ministério Público Federal) e TCU (Tribunal de Contas da União). A alternativa encontrada foi mudar o local e em outro traçado, erguer uma nova ponte. A licitação foi aberta em janeiro deste ano.

Depois desta fase, o governador vai autorizar o início da obra, que vai ter um custo de R$ 4.425.672,78, em solenidade no próximo domingo (19), a partir das 9h30, em frente a prefeitura de Guia Lopes da Laguna, cidade que fica a 227 km da Capital. Foi estabelecido o prazo de 180 dias, para que a ponte seja concluída.

A queda da ponte em Guia Lopes gerou repercussão nacional, por ter sido filmada enquanto as colunas despencaram em efeito dominó, no dia 2 de janeiro de 2016. O novo projeto realizado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), foi uma forma de escapar do impasse jurídico, aberto para apurar as responsabilidades do dano.

Este desmoronamento prejudicou na época 166 famílias da região, que como alternativa passou a suar outros caminhos, como a ponte do Passo do Touro, de competência municipal. Entretanto esta também veio abaixo no período de chuvas, sendo o acesso então feito pela ponte do "Gringo", pelos moradores.

As principais reclamações dos prefeitos da cidades vizinhas eram sobre prejuízos com a colheita da soja, em função dos problemas de acesso. O governador voltou a dizer nesta sexta-feira (17), que desde quando a ponte caiu, sua equipe tem feito os esforços necessários para resolver o problema, mas encontrou um impasse jurídico pela frente.

Histórico - A ponte de concreto tinha 72 metros de comprimento e 5 metros de largura e foi inaugurada em abril de 2012. Foi construída com recursos federais, advindos do Ministério da Integração Nacional. Em janeiro de 2016, ela desabou após um deslizamento de terra, que fez a cabeceira da construção vir a abaixo, derrubando toda extensão em efeito dominó.

Em julho de 2011, a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) contratou a Wala Engenharia Ltda para execução da obra ao custo de R$ 1.252.913,52. A empresa teve o prazo de seis meses para entrega da ponte.

Este recurso fazia parte de um programa para reconstrução de 37 pontes em Mato Grosso do Sul, que tinham sido danificadas em função das chuvas fortes em 2011. As obras foram realizadas na gestão, do então governo, de André Puccinelli (PMDB).



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