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Cidades

Homicídios de negros superam em 47,6% o de brancos em MS, revela Ipea

Por Vinícius Squinelo | 19/11/2013 20:33

Em Mato Grosso do Sul, o índice de homicídios de pessoas negras é 47,6% maior do que na população não negra, e chega a 31 mortes a cada 100 mil habitantes. É o que revela a pesquisa “Vidas Perdidas e Racismo no Brasil”, realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Com base em dados do Sistema de informações sobre Mortalidade (SIM/MS) e do Censo Demográfico do IBGE, de 2010, o Ipea emitiu relatório informando que o índice de mortalidade de negros em MS chega a 31 pessoas a cada 100 mil habitantes, enquanto o de não negros fica em 21 mortes.

No Estado, o índice de homicídios de negros é 47,6% maior que o de não negros, o que representa 10 casos a cada 100 mil habitantes a mais, segundo o Ipea.

O caso mais grave no País ocorre no estado do Alagoas, onde a proporção de homicídios alcança o patamar de 17,4 mortes de negros para cada uma de não negros. No estado, são 76 homicídios de negros por 100 mil habitantes.

Outro ponto destacado na pesquisa é a menor expectativa de vida entre os negros do País. Quando consideradas todas as violências letais - homicídios, suicídios e acidentes –, os homens de cor negra são os que apresentam a maior perda de expectativa: 3,5 anos de vida, contra 2,57 dos homens não negros.

Proporcionalmente, esse diferencial é bem maior quando considerados apenas os homicídios. Enquanto o homem negro, ao nascer, perde 1,73 ano de vida, o homem não negro perde 0,81 devido a essa causa de mortalidade, que se constitui no principal componente do diferencial de perdas totais.

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