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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

14/12/2015 15:15

Índios criticam bancada do PT por indicar "inexperiente" na Secretaria de Saúde

Thiago de Souza
Grupo critica indicação política e quer que índios escolham gestores na saúde. (Foto: Fernando Antunes)Grupo critica indicação política e quer que índios escolham gestores na saúde. (Foto: Fernando Antunes)
Segundo grupo, pretendente ao cargo na Sesai não tem experiência. (Foto: Fernando Antunes)Segundo grupo, pretendente ao cargo na Sesai não tem experiência. (Foto: Fernando Antunes)

Um grupo de 40 indígenas protestou, às 14 horas, desta segunda-feira (14), na Praça do Rádio Clube, contra a bancada federal do PT de Mato Grosso do Sul e o deputado Dagoberto Nogueira (PTD). Os índios são contra a indicação política para o cargo de coordenador de Saúde Indígena do Estado, da Sesai-MS (Secretaria Especial de Saúde Indígena), atualmente ocupado pelo indígena Hilário da Silva.

Os índios usaram faixas e cartazes, e acusou os deputados petistas de indicar, por motivos políticos, o Terena Lindomar Ferreira para o cargo. Segundo as lideranças, o indicado “não tem experiência na área”. Entre os nomes citados estavam Zeca do PT, Delcídio do Amaral, Vander Loubet e do pedetista Dagoberto Nogueira. 

Gildo Galindo, chefe do Polo de Saúde Indígena de Antônio João, coordenava o movimento e disse que as lideranças indígenas de todo o Estado preferem a manutenção de Hilário da Silva, que segundo ele está há um ano no cargo e trazendo benefícios na área da saúde para a popuação indígena.

Assim que o sinal fechava para os carros, no cruzamento da Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua Padre João Crippa, o grupo apresentava os cartazes pedindo o apoio dos motoristas. Eles também gritavam “Fora PT”, em referência a intervenção na escolha do gestor de saúde.

Galindo disse que os indígenas é que tem de escolher, por meio de eleição, um nome para o cargo, assim como fizeram com Hilário da Silva. Ele enfatizou que, na saúde não pode haver indicações políticas. “Com saúde não se brinca, não se pode errar. Saúde é coisa séria, independentemente se é com o branco ou com o índio”. 

Dois policiais em motos do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar acompanharam o protesto a distância.  



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