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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

02/06/2013 16:48

Índios rompem trégua e entram na fazenda Cambará, em Sidrolândia

Viviane Oliveira

Cerca de 40 índios ocuparam por volta das 13h deste domingo (2) a fazenda Cambará na estrada Geraldo Correa da Silva, região de Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com a cozinheira da propriedade, Rosa Leite Ferreira, o marido dela, Leonel Olmedo Ximenez, capataz da fazenda, estava no local junto com o filho, quando os índios chegaram dizendo para eles saírem da sede da propriedade.

“Eles ainda tentaram tirar algum gado, mas os índios não deixaram". Segundo ela, o grupo disse que está retomando as terras para vingar a morte de Oziel Gabriel, de 35 anos, morto na última quinta-feira (30) durante a reintegração de posse da fazenda Buriti.

O proprietário da fazenda, Vanth Vanni Filho, de 53 anos, registrou boletim de ocorrência nesta tarde dizendo que por temer por sua vida e dos seus funcionários iria deixar o local sem questionamento.

Conforme a cozinheira, a fazenda Cambará havia sido ocupada pelos índios no dia 16 de maio, mas que ficaram somente 24h no local e não chegaram a ocupar a sede da fazenda. "Continuamos lá porque eles fizeram um acordo de que não iam entrar na sede", contou a cozinheira. Mas hoje a situação foi outra. "Meu marido conseguiu escapar de trator. Eles não quiseram conversa", diz.

Ontem durante reunião com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) no TJ (Tribunal de Justiça), os índios disseram que iriam suspender as invasões de terras por 15 dias. O compromisso foi firmado pelas lideranças das etnias terena, guarani e kadiwéus.

A trégua foi construída depois de sucessivas tentativas de acordo. As negociações tiveram idas e vindas e foram suspensa por diversas vezes. O principal objetivo do mediador era que as famílias desocupassem a fazenda Buriti, também em Sidrolândia, e a fazenda Esperança, no município de Aquidauana. Não houve acordo para saída das terras, mas, os grupos se comprometeram a não entrar em nenhuma outra propriedade dentro de quinze dias.

A série de ocupações na região de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti começou no dia 15 de maio e é parte da reivindicação dos 17 mil hectares para ampliação da Terra Indígena Buriti.



Vamos chamar as coisas pelo nome. Ocupação é diferente de invasão.
O que os índios estão fazendo chama-se INVASÃO de propriedade privada. E isso é crime.
A lei vale só para os chamados "caras-pálida"?
Quer dizer então que os "peles-vermelha" só têm direitos e nenhum dever?
O governo federal, apesar de ser irmanado com os movimentos ideológicos que apoiam essas invasões, precisa restabelecer com urgência a lei e a ordem.
Para um país ser sério a lei tem que valer para todos, inclusive para os índios!
 
Wellington Cardoso Bezerra em 03/06/2013 08:39:46
Os índios que entraram na fazenda Cambara pegaram as coisas que estavam nas casa e atearam fogo em tudo. Sendo que eles propuseram 15 dias de trégua na qual não foi respeitado. Sou Juliana de Oliveira Gimenez filha do capataz da fazenda Cambara;
 
juliana de oliveira gimenez em 03/06/2013 06:46:29
Digo com toda certeza: a situação está fora de controle e alguém ou algo tem que frear o ímpeto dos índios...
 
Marcelo Mendes em 03/06/2013 06:46:17
No primeiro comentário , esqueci de mencionar que no litoral tem peixe , muito peixe , seria bem mais fácil para eles passar a rede do que criar um animal para comer , seja galinha ou um boi e não precisaria nem plantar mandioca , dieta nobre da proteína , comecemos por lá.
 
Mauricio Almeida em 02/06/2013 19:26:36
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