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Interior

Advogada e marido que venderam L200 alugada por R$ 40 mil ganham liberdade

Casal chegou a registrar boletim de ocorrência por furto do veículo

Por Liniker Ribeiro | 18/09/2021 11:37
Advogada e marido no momento em que alugavam caminhonete, em Naviraí. (Foto: Reprodução de vídeo)
Advogada e marido no momento em que alugavam caminhonete, em Naviraí. (Foto: Reprodução de vídeo)

A advogada Marília Vitor Leite e o marido Lucas Mendonça Moraes, presos na última quinta-feira (16) por estelionato e falsa comunicação de crime, em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, responderão em liberdade. Mãe de uma criança de 5 meses, a profissional do direito conseguiu o benefício da liberdade em audiência de custódia.

Como Lucas ainda não havia sido transferido para presídio a tempo, o juiz Marcelo Guimarães Marques considerou a situação do casal de uma só vez, concedendo liberdade aos dois presos.

Conforme decisão, Marília e Lucas, que moram no Paraná, poderão retornar a cidade de origem, porém, deverão comparecer em juízo mensalmente e sempre que forem intimados pela Justiça. O casal também não pode se ausentar da cidade onde moram por mais de 5 dias, nem mesmo mudar de endereço.

Marília e Lucas foram presos em flagrante no momento em que o casal registrava a falsa ocorrência do furto de uma caminhonete alugada, que os dois haviam vendido no Paraguai.

Conforme apurado pela reportagem, o casal chegou em Naviraí, município sul-mato-grossense a 366 quilômetros da Capital, em um Hyundai HB20. Em uma locadora da cidade, alugou uma caminhonete L200 Triton Sport, na terça-feira (14). Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que o casal, com o filho de 5 meses nos braços, alugou o automóvel.

Mais tarde, no mesmo dia, o casal vendeu a L200 locada por R$ 40 mil. Na delegacia, Lucas chegou a apresentar documento do irmão gêmeo à polícia. O cartão usado para pagar a locação do veículo também pertencia ao familiar.

Com o casal, foram apreendidos R$ 38,6 mil que estavam escondidos no meio dos pertences da criança, dentro de uma bolsa.

Por ser advogada, Marília teve o caso acompanhado pelo advogado Jad Raymond El Hage, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Ponta Porã, que ao Campo Grande News, revelou não ter encontrado nenhum tipo de situação irregular no flagrante.

O filho do casal, que havia sido levado ao Conselho Tutelar, foi entregue à mãe da advogada, que se dirigiu até a cidade após a prisão da filha. O casal responderá por estelionato, falsa comunicação de crime e falsidade ideológica.

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