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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

01/06/2016 16:39

Alunos estão há um mês sem aula devido às chuvas e vias danificadas

Secretária de Educação de Coronel Sapucaia, Roseni Martins, afirma que de sexta (27) até domingo (29), choveu 370 milímetros na região.

Mariana Castelar
De acordo com a prefeitura, as chuvas não param desde o dia 10 de maio e só pioram a s estradas que já estão intransitáveis (Foto: Assessoria Prefeitura)De acordo com a prefeitura, as chuvas não param desde o dia 10 de maio e só pioram a s estradas que já estão intransitáveis (Foto: Assessoria Prefeitura)

Pelo menos 130 alunos não conseguem ir à escola há um mês devido aos estragos causados pelas chuvas nas estradas de Coronel Sapucaia - distante 400 km de Campo Grande. De acordo com a Secretária de Educação da cidade, Roseni Martins, como as chuvas não param não há previsão de retorno dos alunos para a escola.

A secretária lembra que, além dos 80 indígenas da Aldeia Curussu Ambá 3 que estão sem ir è escola há um mês, cerca de 50 alunos da Colônia Brasil, zona rural do município estão ilhados há duas semanas. 

Ela explica que as chuvas não param e as obras que estavam sendo realizadas para amenizar o problema foram prejudicadas por conta da chuva do último fim de semana. “Não vamos brigar com Deus porque a chuva não para, não é mesmo?", comenta Roseni.

A secretária fala que não é possível fazer o itinerário que os ônibus costumavam fazer e que os motoristas vão até onde não corre o risco de atolamento. "Há lugar de brejo, então não adianta buscar as crianças para  ficará atolada no meio do caminho”, lamenta a secretária.

De acordo com Jean Lunardi, chefe de gabinete da prefeitura, as máquinas estavam cumprindo a data estipulada no calendário das obras, mas a chuva de sábado prejudicou todo o trabalho realizado. Ele explica que o excesso de água prejudica não só a ida às aulas, mas toda a economia.

“Nem os produtores conseguem escoar os produtos porque a estrada interditada. Há regiões que a água mina. Já colocamos cascalhos, mas não tem jeito, a lama sempre volta”, diz o chefe de gabinete.

Obra que começou a ser realizada foi perdida por conta da chuva do último fim de semana (Foto: Assessoria PrefeituraObra que começou a ser realizada foi perdida por conta da chuva do último fim de semana (Foto: Assessoria Prefeitura

O indígena Ismarth Martins, mora na aldeia Curussu Amá 3 diz que estar cansado da situação. “Fui na Funai em Ponta Porã falando que a prefeitura não arruma as estradas, que há um total descaso pela gente e que os alunos estão sem aulas há 30 dias. Eles me encaminharam para o MPF (Ministério Público Federal) e foi aberto um inquérito”.

Com um novo decreto publicado nesta quarta-feira (01) informando situação de emergência na cidade por mais 180 dias, a prefeita ‎Nilcéia Alves de Souza (‎PR‎), afirmou que o município não tem qualquer condições de resolver este problema sozinho.

“Espero ter um apoio incondicional do Governo poque o município não tem condições de resolver”. Nilceia afirma que chove diariamente desde o dia 10 de maio e as obras só poderão ser realizadas quando a água parar. “Estamos rezando para que o tempo colabore”.

Sobre os alunos, ela informa que as rede municipal e estadual que precisam de ônibus estão o transporte prejudicado. Nesta quarta-feira, a prefeita fará uma reunião com o secretário da Seinfra (Secretaria estadual de Infraestrutura), Marcelo Miglioli a fim de tentar resolver as questões das estradas vicinais,que será tratada pela pasta por conta da urgência.

“A defesa civil estadual sinalizou que o Estado também irá decretar emergência para conseguir um novo apoio para a cidade”, finaliza Nilcea.



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