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Campo Grande, Sábado, 24 de Agosto de 2019

06/02/2019 18:48

Apesar da maioria de votos em plenário, prefeito escapa de cassação

Câmara de Aparecida do Taboado deveria reunir 6 dos 9 votos para confirmar perda de mandato de José Robson Samara, mas teve um a menos

Humberto Marques
Maioria do plenário votou pela cassação, mas seria necessário um voto a mais para Samara perder o mandato. (Foto: CMAT/Divulgação)Maioria do plenário votou pela cassação, mas seria necessário um voto a mais para Samara perder o mandato. (Foto: CMAT/Divulgação)

O prefeito José Robson Samara (PSB), de Aparecida do Taboado –a 481 km de Campo Grande– escapou da cassação pela Câmara Municipal nesta quarta-feira (6), mesmo com a maioria dos votos em plenário ser a favor da perda do mandato, motivada por irregularidades em um concurso público. Em sessão extraordinária, os vereadores acabam votando por arquivar denúncia.

Para a cassação do prefeito, segundo o Costa Leste News e a legislação municipal, seriam necessários dois terços dos votos em plenário, ou seja, 6 dos 9 vereadores da cidade deveriam ser favoráveis ao pedido –“apenas” 5 edis votaram desta forma, com 4 apoiando o arquivamento do pedido.

Samara foi denunciado por suposta participação em irregularidades em concurso público realizado pela prefeitura, que foi alvo de operação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Relator do pedido, o vereador Moysés Chama (MDB) apoiou a cassação, sendo seguido por José Natan (PSB), Marcelo Fagundes (DEM), Walteir José (PTB) e Pastor Ronaldo Néris (PDT).

O líder do prefeito, Andrey dos Reis (PSDB), assim como Zezão do PT, Alaor Bernardes (PSB) e Gilson da Cohab (PSD) apoiaram a manutenção do mandato.

Foi a terceira vez que Samara foi denunciado à Câmara, porém, pela primeira vez o processo chegou à fase de julgamento. O prefeito comentou a decisão afirmando sair “com a consciência tranquila de quem nunca cometeu nenhum tipo de crime em Aparecida do Taboado”. O caso segue sob análise do Judiciário estadual.

Denúncia – A denúncia contra o prefeito partiu do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Gilson Alves Garcia, em 12 de novembro de 2018, e foi aceita por 5 votos a 4, resultando na abertura de comissão processante.

Os fatos foram apurados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Back Door, que apontou favorecimentos na elaboração do processo seletivo em prol de pessoas apoiadas pelo prefeito. A denúncia, porém, abarcou outros fatos, como supostas infrações no portal da cidade, na Escola Agrícola, aterro sanitário, doação de caminhões de terra, propaganda irregular de uniformes escolares, pagamentos irregulares, inobservância da Lei da Transparência, abandono do balneário municipal, desvio de funções e multas, entre outros fatos.

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