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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

02/06/2016 09:09

Após cinco mortes, prefeito vai a SP atrás de vacina para a população

Léo Matos se reúne hoje com superintendente do Instituto Butantan para tentar comprar vacina; meta é imunizar todos os moradores de Naviraí, onde 45 casos de gripe H1N1 foram confirmados

Helio de Freitas, de Dourados
Hospital municipal de Naviraí, onde são atendidas pessoas com suspeita de gripe H1N1 (Foto: Divulgação)Hospital municipal de Naviraí, onde são atendidas pessoas com suspeita de gripe H1N1 (Foto: Divulgação)

O prefeito de Naviraí, Léo Matos (PSD), está em São Paulo nesta quinta-feira (2) para tentar fazer uma compra emergencial de vacina contra a gripe H1N1 suficiente para imunizar todos os moradores do município de 51 mil habitantes, localizado a 366 km de Campo Grande.

A cidade do cone sul de Mato Grosso do Sul enfrenta um surto de gripe e cinco moradores morreram em maio. A quinta morte foi confirmada ontem pela Secretaria Estadual de Saúde. Até agora, conforme boletim atualizado da Vigilância Epidemiológica, 119 moradores apresentaram sintomas da doença e 45 casos foram confirmados.

O risco de um surto de gripe levou a prefeitura a antecipar as férias em todas as escolas municipais. A medida foi seguida pela rede estadual de ensino, por escolas particulares e universidades. Após duas semanas de paralisação, as aulas estão sendo retomadas hoje.

Quer vacinar todos – Léo Matos disse ao Campo Grande News que vai se reunir com o superintendente do Instituto Butantã, primeiro para saber se conseguiria a fabricação de um lote especial de vacina e o preço. “Depois disso vamos tentar adquirir o máximo possível. A intenção é vacinar todos os moradores de Naviraí”, afirmou o prefeito.

“Não é possível que em um país com 210 milhões de brasileiros não exista vacina para toda a população. Se tiver a vacina, queremos comprar para todos os naviraienses”, declarou Léo Matos.

A visita do prefeito no Butantan foi agendada com apoio da deputada federal Tereza Cristina (PSB) e pelo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Gilberto Kassab.

Desde abril, quando começaram as mortes provocadas pelo vírus H1N1, o Butantan, que pertence ao governo de São Paulo, trabalha em três turnos para fabricar as vacinas contra a gripe utilizadas na rede pública de saúde.



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