Cerca de 70 mil consumidores terão alta de até 12,24% na conta de luz em MS
Reajuste da Neoenergia Elektro foi aprovado pela Aneel e começa a valer na quarta-feira (27)

Cerca de 70 mil consumidores de Mato Grosso do Sul terão aumento de até 12,24% na conta de energia elétrica a partir da próxima quarta-feira (27). O reajuste tarifário anual da Neoenergia Elektro foi aprovado nesta segunda-feira (24) pela diretoria colegiada da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
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A Aneel aprovou nesta segunda-feira (24) reajuste tarifário anual da Neoenergia Elektro de até 12,24% para consumidores residenciais, válido a partir de 27 de agosto. Cerca de 70 mil clientes de cinco municípios de Mato Grosso do Sul serão afetados. Para consumidores de alta tensão, como indústrias, o aumento médio será de 4,10%. O efeito médio geral será de 9,58%.
A distribuidora atende cinco municípios sul-mato-grossenses: Anaurilândia, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas. Ao todo, a empresa tem aproximadamente 3 milhões de unidades consumidoras em 228 municípios, sendo 223 em São Paulo e cinco em Mato Grosso do Sul.
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Para os consumidores residenciais, enquadrados na classe B1, o reajuste aprovado é de 12,24%. Já considerando todas as unidades atendidas em baixa tensão, o efeito médio será de 12,19%.
O impacto varia conforme o perfil de consumo e o nível de tensão ao qual o consumidor está conectado. Para os clientes atendidos em alta tensão, o reajuste médio será de 4,10%. Nessa categoria estão incluídos consumidores como indústrias e grandes empreendimentos comerciais.
Considerando todos os consumidores da Neoenergia Elektro, o efeito médio do reajuste será de 9,58%.
A diferença entre os percentuais ocorre porque as tarifas são calculadas de acordo com as características de cada classe de consumo e com a forma como os custos do sistema são distribuídos entre os consumidores.
Na baixa tensão estão incluídas as classes B1, que reúne consumidores residenciais e a subclasse residencial baixa renda; B2, formada por consumidores rurais; B3, que engloba unidades industriais, comerciais, de serviços, poder público e outras atividades; e B4, referente à iluminação pública.
Já a alta tensão compreende as classes A1, para unidades conectadas em tensão igual ou superior a 230 kV; A2, entre 88 kV e 138 kV; A3, em 69 kV; e A4, entre 2,3 kV e 25 kV.
Custos de energia e transmissão - Segundo a Aneel, entre os fatores que influenciaram o reajuste estão os custos de aquisição de energia elétrica, transmissão e distribuição, além dos componentes financeiros considerados no processo tarifário.
A variação dos índices aplicados a cada grupo de consumidores está relacionada principalmente ao comportamento das rubricas que compõem a chamada Parcela A, formada por custos considerados não gerenciáveis pela distribuidora, e à distribuição dos componentes financeiros do período.
Entre os fatores que contribuíram para a elevação das tarifas estão o aumento dos custos de compra de energia no mercado regulado, a elevação dos encargos de transmissão e os custos relacionados à distribuição de energia.
Também foram considerados os ajustes financeiros referentes ao último período tarifário.
Com isso, o reajuste não é aplicado de maneira uniforme a todos os consumidores. A baixa tensão, que concentra residências e pequenos estabelecimentos comerciais, terá impacto médio de 12,19%, enquanto os consumidores residenciais especificamente terão aumento de 12,24%. Na alta tensão, por outro lado, o efeito médio será de 4,10%.

