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Interior

Corumbá sobe no ranking, mas alfabetização ainda está longe do ideal

Município melhora posição em MS com alta de 11 pontos no indicador de leitura e escrita

Por José Cândido | 02/04/2026 11:50
Corumbá sobe no ranking, mas alfabetização ainda está longe do ideal
Alfabetização avança em Corumbá, mas desafio segue nas salas de aula. (Foto divulgação)

O retrato da alfabetização em Corumbá começa a mudar, mas ainda expõe um desafio significativo. Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta semana mostram que 49% das crianças da Rede Municipal de Ensino estavam alfabetizadas em 2025 — um avanço de 11 pontos percentuais em relação ao ano anterior, quando o índice era de 38%.

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Em Corumbá, 49% das crianças da rede municipal estavam alfabetizadas em 2025, alta de 11 pontos em relação a 2024, quando o índice era de 38%. O município ocupa a 18ª posição entre os que mais avançaram em Mato Grosso do Sul. A gestão atribui a melhora ao monitoramento pedagógico, ao programa EducaREME e a parcerias como o MS Alfabetiza. Para 2026, a educação terá orçamento de R$ 210 milhões.

Apesar da melhora, o número indica que mais da metade dos alunos ainda não domina leitura e escrita na idade adequada, evidenciando as lacunas persistentes no ensino básico.

No recorte estadual, o município também dá sinais de recuperação. Considerando o crescimento efetivo entre 2024 e 2025, Corumbá aparece na 18ª posição entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul que mais avançaram no período — um salto relevante para quem, até então, figurava entre os últimos colocados.

A trajetória recente, no entanto, não é linear. Em 2023, o índice era de 42%, caiu no ano seguinte e voltou a subir em 2025. Para a gestão municipal, essa retomada está ligada a mudanças na condução pedagógica. “Os dados evidenciam o impacto do planejamento, do monitoramento e da reorganização das estratégias adotadas ao longo do último ano”, afirmou o prefeito Gabriel Alves de Oliveira.

Monitoramento mais próximo

A recuperação dos indicadores ocorre em meio a uma reestruturação das políticas educacionais no município. A Secretaria Municipal de Educação passou a intensificar o acompanhamento do desempenho dos alunos, com avaliações periódicas e intervenções pedagógicas ao longo do ano letivo.

Segundo a secretária Mabel Sahib, a alfabetização foi colocada no centro da política educacional. “Estamos acompanhando de forma sistemática os estudantes das séries iniciais, com diagnósticos frequentes e ações contínuas para corrigir defasagens”, destacou.

A área também ganhou peso no orçamento: a educação concentra R$ 210 milhões previstos para 2026, a maior fatia entre as pastas municipais.

Entre as ferramentas adotadas está o programa EducaREME, que organiza simulados, monitora indicadores e orienta o trabalho em sala de aula com base em dados. A iniciativa foi ampliada em 2025, com mais avaliações internas e maior alcance nas escolas.

Aposta em parcerias e formação

Além das ações internas, Corumbá reforçou a articulação com programas externos. A rede consolidou a adesão ao MS Alfabetiza, em parceria com o Governo do Estado, e ampliou a formação de professores e gestores.

Outro reforço veio com o Circuito 360º, desenvolvido em parceria com o Instituto Fefig, o Instituto Ayrton Senna e o Instituto Acaia Pantanal, com foco na alfabetização de alunos do 1º ao 5º ano da rede urbana.

Para 2026, a estratégia inclui a ampliação da distribuição de materiais didáticos específicos do MS Alfabetiza para todas as turmas atendidas, na tentativa de sustentar a curva de crescimento.

Desafio ainda aberto

Mesmo com o avanço, o cenário ainda exige atenção. O próprio município reconhece que os resultados estão longe do ideal, mas vê no desempenho de 2025 um indicativo de que as mudanças começam a surtir efeito.

“Embora ainda existam desafios, o avanço está diretamente ligado à condução técnica e à execução das políticas educacionais, com reflexos no aprendizado dos alunos”, avaliou a secretária.

Para além dos números, a aposta da gestão é que o impacto mais importante esteja na sala de aula. “Esse resultado é fruto de um trabalho coletivo. Mais do que o indicador, o maior ganho é ver nossos estudantes aprendendo e tendo garantido o direito de se alfabetizar na idade adequada”, concluiu.