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Interior

Depois de avião e bois, juiz confisca tratores de piloto do tráfico

Máquinas agrícolas foram apreendidas na Operação Cavok, no dia 5 deste mês, em Goiás

Por Helio de Freitas, de Dourados | 31/08/2020 09:57
Fazenda em Rubiataba (GO), confiscada pela Justiça Federal (Foto: Reprodução)
Fazenda em Rubiataba (GO), confiscada pela Justiça Federal (Foto: Reprodução)

A Justiça Federal confiscou e vai leiloar as máquinas agrícolas encontrados na fazenda do piloto Ilmar de Souza Chaves, 65, o “Pixoxó”, acusado de narcotráfico e preso pela Polícia Federal no dia 5 deste mês na Operação Cavok. A propriedade fica em Goiás.

A alienação antecipada de dois tratores, uma grade aradora, um distribuidor de calcário e uma máquina desensiladeira foi pedida pelo Ministério Público Federal e determinada pelo juiz Ricardo Duarte Ferreira Figueira, da 1ª Vara Federal em Ponta Porã.

O juiz determinou a avaliação do valor econômico do maquinário, a ser feito por oficial da Justiça de Goiás no prazo de dez dias.

Ele também mandou a Secretaria Nacional Antidrogas acionar a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para nomeação de leiloeiro e abertura do processo para leiloar os equipamentos.

A Fazenda Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizada em Rubiataba (GO), está em nome das filhas de Ilmar Chaves, mas, segundo a investigação policial, foi comprada com dinheiro do narcotráfico.

No dia 18, a Justiça Federal já havia mandado leiloar um dos aviões do piloto. O Cessna Aircraft 210L branco, prefixo Pruss, está no hangar do Aeroporto Internacional de Ponta Porã.

A aeronave foi avaliada em R$ 800 mil e leilão está marcado para 9h do dia 24 de setembro (primeira praça) e 9h do dia 5 de outubro (segunda praça). Por causa da pandemia do novo coronavírus, será exclusivamente eletrônico.

O avião foi apreendido ano passado pela Polícia Federal em Ponta Porã e incluído na ação penal por lavagem de dinheiro, ocultação de bens e falsidade ideológica, em andamento na 3ª Vara Federal em Campo Grande. A aeronave está registrada em nome de Maria Aparecida Alves Nunes, supostamente “laranja” usada pelo traficante.

Logo após a operação Cavok, a juíza Carolline Scofield Amaral, da 1ª Vara Federal em Ponta Porã, determinou abertura de processo para leiloar 564 cabeças de bois apreendidas na fazenda.

Ilmar Souza Chaves teve ligação com o narcotraficante carioca Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e com o ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul Sérgio Roberto de Carvalho, o “Major Carvalho”, condenado a 35 anos de prisão. Segundo a PF, atualmente ele se passava por empresário e pecuarista em Goiás, mas continuava ativo no tráfico de cocaína.

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