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Interior

Diretores de presídios são presos e Agepen afirma que vai investigá-los

Por Ricardo Campos Jr. | 23/01/2017 13:06
Presídio em Corumbá: diretores estão entre os presos pelo Gaeco (Foto: Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense)
Presídio em Corumbá: diretores estão entre os presos pelo Gaeco (Foto: Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense)

Os diretores dos presídios de regime fechado e aberto de Corumbá, Ricardo Lima Nascimento e Douglas Novaes Vila, estão entre os presos nesta segunda-feira (23) durante a operação Xadrez. a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) de Mato Grosso do Sul abrirá sindicância para apurar o caso.

Coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), a ação é resultado de uma investigação por tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção, peculato e falsidade documental no município localizado a 419 quilômetros de Campo Grande.

Ao todo foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, um de condução coercitiva e nove de prisão temporária, cujos alvos também abrangeram detentos dos regimes aberto e fechado suspeitos de envolvimento com o esquema fraudulento.

Também receberam mandados de prisão temporária comerciantes da cidade que possuem vínculo de parentesco com os condenados e que fazem parte da associação criminosa.

Um dos locais visitados pelo Gaeco foi a clínica de fisioterapia do vereador Yussef El Salla (PDT), que está na sede do MPE corumbaense prestando depoimento. Ele é investigado por fornecer atestados médicos falsos a detentos e civis, segundo informações extraoficiais.

Em nota, a Agepen informou que a procuradoria jurídica do órgão está acompanhando a operação e os desdobramentos das investigações, tendo instaurado processo administrativo para apurar as condutas dos gestores e suas responsabilidades. Além disso, diretores interinos para as unidades estão sendo providenciados.

A agência informou que zela, junto com a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), pela transparência nas instituições a elas vinculadas e "veem com bons olhos toda ação, de qualquer instituição, que objetive apurar e combater quaisquer tipos de crimes, irregularidades e atos de corrupção que possam existir em suas unidades".

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