Empresa de MG fará inspeção e projeto de ponte que desabou e matou motorista
Por R$ 403 mil, Modulus Consultoria terá 90 dias para avaliar estrutura que sobrou e elaborar projeto

A empresa Modulus Consultoria e Engenharia Ltda., com sede em Belo Horizonte (MG), foi contratada em caráter emergencial pelo Governo de Mato Grosso do Sul para fazer a inspeção especial e elaborar o projeto executivo de recondicionamento da ponte sobre o Rio Taquari, na MS-168, em Corumbá. A estrutura desabou em agosto enquanto um caminhão passava pelo local, provocando a morte do motorista Alexandre de Freitas, de 49 anos.
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O governo de Mato Grosso do Sul contratou a empresa Modulus Consultoria e Engenharia por R$ 403 mil para inspecionar e elaborar projeto de recuperação da ponte sobre o Rio Taquari, na MS-168, em Corumbá, que desabou em agosto durante a passagem de um caminhão, causando a morte do motorista Alexandre de Freitas, de 49 anos. O contrato, com prazo de 90 dias, foi firmado por dispensa de licitação após a decretação de emergência em três municípios.
A contratação foi formalizada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) desta quarta-feira (23). O valor estimado do contrato é de R$ 403.288,77, com prazo de 90 dias consecutivos, contados a partir do recebimento da Ordem de Início dos Serviços.
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A ponte está localizada no km 54 da MS-168 e possui 192 metros de extensão. O trecho faz a ligação entre as regiões do Pantanal do Paiaguás e da Nhecolândia.
De acordo com a Seilog (Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística), a inspeção deverá esclarecer as causas do colapso e verificar se a parte da estrutura que permaneceu de pé pode ser recuperada.
Caso seja constatada a possibilidade de recuperação, a empresa também ficará responsável pelo desenvolvimento do projeto de recuperação e reforço da estrutura original.
A contratação foi realizada por dispensa de licitação, com fundamento no artigo 75, inciso VIII, da Lei Federal nº 14.133/2021, dispositivo que prevê a contratação emergencial em situações previstas pela legislação.
Trecho de 36 metros será recomposto - Paralelamente à inspeção contratada com a Modulus, a Agesul informou que irá contratar emergencialmente outra empresa de engenharia para instalar uma estrutura de aço e concreto no trecho que desabou.
Segundo a Seilog, a solução deverá interligar os 36 metros colapsados da ponte. A medida tem como objetivo permitir o restabelecimento controlado do tráfego no local.
A instalação dessa estrutura será conduzida separadamente da contratação da Modulus, que tem como objeto a inspeção especial e a elaboração do projeto executivo de recondicionamento da ponte.
Ponte desabou durante passagem de caminhão - A Ponte João Wenceslau Leite de Barros desabou na manhã de 13 de agosto, quando um caminhão trafegava pela estrutura. O veículo caiu no Rio Taquari e ficou submerso.
O motorista, Alexandre de Freitas, de 49 anos, foi encontrado dentro do caminhão e retirado já sem vida.
A ponte havia sido concluída em setembro de 2009. Após o colapso, equipes do Governo de Mato Grosso do Sul foram deslocadas para o local para avaliar a situação e investigar as circunstâncias que levaram à queda da estrutura.
Agora, a inspeção contratada pelo Estado deverá aprofundar essa análise e indicar as condições da parte remanescente da ponte, além de subsidiar a definição da solução de engenharia para a recuperação.
Emergência decretada em três municípios - O colapso da ponte também levou o Governo de Mato Grosso do Sul a decretar situação de emergência por 180 dias em Corumbá, Ladário e Coxim. O decreto foi publicado no Diário Oficial em 2 de setembro.
A medida foi baseada em relatório técnico da Agesul sobre o colapso e em parecer da Defesa Civil estadual.
Com o reconhecimento da situação de emergência, órgãos estaduais podem ser mobilizados para ações de resposta, recuperação e reconstrução. A medida também permite, nos casos previstos em lei, a realização de contratações emergenciais sem licitação.

